Os contratos futuros de petróleo encerraram o dia em baixa, ampliando as perdas da sessão anterior, em um cenário marcado por negociações
Por Misto Brasil – DF
O dólar ganhou força ante o real em dia de pesquisa eleitoral, avanço da moeda globalmente e com sanções dos Estados Unidos a empresas brasileiras supostamente ligadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Nesta quarta-feira (1º), o dólar à vista terminou as negociações a R$ 5,2103, com alta de 0,92%, de acordo com o Times Brasil. Texto atualizado às 17h47.
O dólar acompanhou o desempenho da moeda no exterior. Por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava com alta de 0,19%, aos 101,381 pontos.
O Ibovespa seguiu o exterior e fechou em baixa, em sessão marcada pela volatilidade dos ativos, como provável reflexo da mudança nas alocações da bolsa.
O principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com baixa de 0,20%, aos 171.688,61 pontos.
O setor de bancos apresentou queda: o Índice Financeiro (IFNC) terminou o pregão com recuo de 0,28%. Ainda assim, o Itaú, que detém cerca de 8% da participação na carteira do IBOV, avançou 0,66% (R$ 42,44).
As ações da Petrobras, que detém cerca de 12% de participação da carteira do índice, encerraram sem direção única. PETR3 terminou o dia com recuo de 0,50% (R$ 41,57), enquanto PETR4 registrou ligeira alta de 0,08% (R$ 37,83).
Os contratos futuros de petróleo encerraram o dia em baixa, ampliando as perdas da sessão anterior, em um cenário marcado por maior atenção às negociações indiretas entre Estados Unidos e Irã, realizadas em Doha. Ao mesmo tempo, o fluxo de petróleo segue ativo pelo Estreito de Ormuz, reduzindo parte das preocupações imediatas sobre oferta.
Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o WTI com entrega para agosto caiu 1,32%, ou US$ 0,92, cotado a US$ 68,58 por barril. Já o Brent para setembro recuou 1,89%, equivalente a US$ 1,38, sendo negociado a US$ 71,57 por barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Os índices de Wall Street perderam força de olho nas falas do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), Kevin Warsh, na baixa das ações de semicondutores, em movimento de realização de lucros, e na véspera da divulgação do payroll, segundo o MoneyTimes.
Nubank e ouro
O Nubank consolidou sua presença como principal instituição financeira escolhida pelos brasileiros no quarto trimestre de 2025, segundo levantamento do NPS Prism by Bain & Company. Em 17 estados, cerca de 30% da população aponta o banco digital como sua instituição financeira principal, ou seja, aquela em que concentra salário, pagamentos e produtos do dia a dia.
Os dados fazem parte do estudo Data Nubank, que analisa a atuação da empresa no país e sua expansão em indicadores como bancarização, participação econômica e relevância regional. O recorte mais recente mostra uma presença distribuída em todo o território nacional, com maior força nas regiões Norte (34%) e Nordeste (31%). Mesmo nos estados com menor adesão, a fatia não cai abaixo de 23%.
O ouro voltou a oscilar fortemente durante a sessão e chegou a recuar para a faixa de US$ 3.900, em um movimento que, segundo o Saxo Bank, ainda não encontrou suporte consistente diante da ausência de compradores suficientes para sustentar esse patamar.
A instituição avalia que o mercado segue ajustando posições enquanto precifica um cenário de aperto monetário, influenciado por sinais de inflação persistente, mesmo com a recente desaceleração nos preços de energia.
Na sequência, o metal recuperou fôlego e retomou o nível psicológico de US$ 4 mil, impulsionado por declarações do presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh.
Em participação no Fórum do Banco Central Europeu (BCE), em Portugal, ele afirmou que as expectativas e os riscos de inflação diminuíram nas últimas semanas, destacando também a estabilidade do mercado de trabalho.
