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Operação da Polícia Federal prende e bloqueia R$ 22 milhões

Deputado estadual Rodrigo Bacella RJ Misto Brasil

Deputado Rodrigo Bacellar que presidiu a Assembleia do Rio de Janeiro/Arquivo/Divulgação

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Os agentes cumprem mandados de prisão e de busca e apreensão na capital e em São João de Meriti, na Baixada Fluminense

Por Misto Brasil – DF

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (02), a quinta fase da Operação Unha e Carne, focada em desarticular um esquema de lavagem de dinheiro comandado pela nova cúpula do jogo do bicho no Rio de Janeiro.

A ação mira a ligação da contravenção com integrantes dos poderes Executivo e Legislativo fluminenses, movimentando o cenário político do estado nesta semana, conforme acompanhamento do portal Misto Brasil.

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Os agentes cumprem mandados de prisão e de busca e apreensão na capital e em São João de Meriti, na Baixada Fluminense.

Entre os alvos principais estão o contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, e o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar, que já foram presos.

A lista de investigados inclui ainda o pastor Marcio Poncio e um dos filhos do ex-governador Sérgio Cabral.

De acordo com informações oficiais divulgadas pela Polícia Federal e confirmadas junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), responsável por expedir as ordens judiciais, também foi determinado o sequestro de bens e valores que somam cerca de R$ 22 milhões.

Esta nova etapa da investigação ganhou tração após a PF apreender listas com Adilsinho. Os documentos revelaram registros de contabilidade paralela, supostos pagamentos indevidos e doações eleitorais ilegais vinculadas à lavagem de capitais.

O que mais chamou a atenção dos investigadores foram os indícios de repasses financeiros diretos a agentes políticos ativos no Estado do Rio.

A Polícia Federal informou que os próximos passos da operação consistem na análise minuciosa do material recolhido, no rastreamento do fluxo financeiro e na identificação de novos intermediários ou beneficiários do esquema.

Até o fechamento desta edição, as defesas dos citados não foram localizadas pela reportagem, mas o espaço segue aberto para manifestações.

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