Pesquisa da corretora Friggi & Secco revelou que 92,8% dos clientes do agro utilizam o crédito rural para a expansão de terras
Por Misto Brasil – DF
O agronegócio brasileiro vive um momento histórico em 2026, impulsionado por safras recordes e faturamento bilionário nas exportações.
Diante desse cenário pujante, o produtor rural mudou seu comportamento financeiro: o crédito deixou de ser apenas um recurso emergencial e se transformou em uma ferramenta de ampliação patrimonial.
Uma pesquisa exclusiva realizada pela corretora Friggi & Secco revela que 92,8% dos clientes do agro utilizam o crédito rural para a expansão de terras, consolidando a busca por escala como a principal tendência do setor.
A projeção da Conab aponta uma safra recorde de 358,6 milhões de toneladas para o ciclo 2025/26.
Esse volume se reflete diretamente na balança comercial, que registrou US$ 38,1 bilhões em exportações no primeiro trimestre, além de um Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de R$ 1,4 trilhão em maio.
Com o Plano Safra movimentando R$ 354,4 bilhões em crédito empresarial até fevereiro — uma alta de 7% —, fica evidente que o campo está capitalizado e focado no futuro.
Segundo o CEO da Friggi & Secco, Alberto Ferreira Friggi, há uma leitura equivocada de que o financiamento serve apenas para custeio de sementes ou maquinários.
“O produtor atual busca ampliar sua capacidade e diversificar riscos. A expansão territorial é a forma mais clara de capturar ganhos futuros em um mercado globalizado”.
Com receita dolarizada e demanda mundial permanente por alimentos, a terra brasileira reafirma seu papel como ativo produtivo seguro e reserva de valor estratégica.
