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Como a Copa de 2026 engoliu a audiência da TV e da internet

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A Copa do Mundo é sempre uma "febre" que contamina milhões de brasileiros/Arquivo/Agência Brasil

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Dados recentes do Kantar Ibope Media e do Google Trends revelam que o comportamento do público mudou radicalmente, quebrando recordes

Por Misto Brasil – DF

A Copa do Mundo de 2026 provou ser não apenas o maior evento esportivo do planeta, mas também um fenômeno avassalador de comunicação. Nas últimas semanas, o torneio monopolizou as atenções dos brasileiros, atropelando temas tradicionais como política, economia e novelas.

Dados recentes do Kantar Ibope Media e do Google Trends revelam que o comportamento do público mudou radicalmente, quebrando recordes históricos tanto na televisão tradicional quanto no ambiente digital.

Leia – acompanhe o especial sobre a Copa do Mundo 2026

Apesar da forte concorrência com o streaming, a televisão aberta mostrou sua força histórica. Estima-se que cerca de 88% do público que consumiu o torneio acompanhou os jogos pelas transmissões da TV aberta (Globo e SBT).

O Grupo Globo, por exemplo, reportou ter alcançado impressionantes 99,1 milhões de pessoas apenas na primeira rodada da competição.

No Painel Nacional de Televisão (PNT), as maiores audiências do ano pertencem aos jogos da Seleção Brasileira. O recorde do ano foi registrado na fase de grupos, na partida entre Brasil e Escócia, que marcou 39 pontos de média na TV Globo.

Mesmo no trágico último domingo, a eliminação para a Noruega registrou 32 pontos na Globo e 10 pontos no SBT. Embora tenha sido o índice mais baixo da Seleção neste torneio — refletindo o desânimo do público —, o número representou a maior audiência da faixa horária de um domingo nos últimos 7 anos.

CazéTV atinge 21 milhões de dispositivos

Se a TV consolidou sua liderança, o ecossistema digital quebrou barreiras inéditas. O grande destaque foi a CazéTV, no YouTube, que se tornou um pilar fundamental da cobertura da Copa 2026.

No duelo das oitavas de final contra o Japão, o canal bateu o recorde absoluto da plataforma ao registrar 21 milhões de aparelhos conectados simultaneamente. Na partida de domingo, contra a Noruega, o pico foi de 18,5 milhões de dispositivos.

Essa migração em massa do público para a internet acendeu um alerta nas emissoras de TV tradicionais.

Nos domingos em que a Globo não possuía direitos exclusivos de exibição de determinados jogos, programas consolidados como o Domingão com Huck chegaram a registrar quedas de até 20% na audiência, evidenciando que o torcedor preferiu as telas dos computadores e smartphones.

O que o brasileiro buscou no Google durante o torneio?

O comportamento de buscas no ecossistema digital brasileiro seguiu o termômetro das partidas. De acordo com dados do Google Trends, o interesse do público moldou a rotina das cidades nos dias de jogos da Seleção.

Termos como “Vai ser feriado no jogo do Brasil?”, “Expediente bancário na Copa” e “Rodízio de veículos suspenso” lideraram o crescimento de buscas gerais.

Após o apito final que determinou a queda brasileira, o foco mudou drasticamente para a repercussão emocional da derrota.

Nas últimas 24 horas, as buscas globais e nacionais por termos como “Neymar chorando” e “Imagens de Neymar após o jogo” saltaram mais de 550%.

A força da marca “Brasil” no exterior

Mesmo fora do país, a camisa amarela manteve seu magnetismo digital. Um levantamento do Google indicou que o Brasil foi a seleção mais buscada na internet mesmo em nações que sequer se classificaram para o torneio — como Líbano, Jamaica e Emirados Árabes.

Agora, com o adeus precoce da equipe de Carlo Ancelotti, o mercado de comunicação se prepara para a “ressaca”.

Embora a audiência e o volume de buscas devam sofrer uma desaceleração severa nas próximas semanas sem o Brasil em campo, a primeira metade da Copa de 2026 já garantiu seu lugar na história como um dos momentos de maior engajamento midiático do século.

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