O programa de extensão surgiu no período crítico da pandemia em 2020 e se transformou em uma política contínua de conscientização pública
Por Misto Brasília – DF
A democratização do conhecimento científico e o combate às notícias falsas ganharam um forte aliado na capital federal através do Escola Cidadã.
O programa de extensão, mantido pelo Laboratório de Educação, Informação e Comunicação em Saúde (LabECoS) da Universidade de Brasília (UnB), surgiu no período crítico da pandemia em 2020 e se transformou em uma política contínua de conscientização pública.
A iniciativa recebe o suporte estratégico da Finatec para promover ações de ensino e inovação social.
O projeto migrou do ambiente digital — onde distribuía infográficos e transmissões ao vivo — para o trabalho de campo direto nas regiões administrativas. Essa atuação presencial interliga estudantes da universidade, moradores e os funcionários das Unidades Básicas de Saúde (UBSs).
De acordo com a coordenadora da iniciativa, Ana Valéria Machado Mendonça, o propósito central é traduzir a ciência em uma linguagem simples, preenchendo o vazio que muitas vezes afasta a academia da sociedade civil.
Dividido em 12 frentes temáticas, o Escola Cidadã aposta no lúdico para engajar os cidadãos. Universitários do campus de Ceilândia desenvolvem tabuleiros e dinâmicas interativas que abordam de forma leve temas complexos, como o combate à dengue, a prevenção da hanseníase, a conscientização sobre o uso de cigarros eletrônicos e a importância do calendário vacinal.
Essa metodologia é supervisionada pela professora Natália Fernandes de Andrade.
O plano de expansão do programa prevê novos acordos de cooperação com colégios públicos e lideranças comunitárias do DF.
A intenção da equipe pedagógica é consolidar a metodologia como um referencial geográfico de saúde preventiva, estimulando a autonomia dos usuários e preparando futuros profissionais médicos e de enfermagem para exercerem um olhar mais humanizado e atento às vulnerabilidades sociais.
