Ícone do site Misto Brasil

Melhor cenário desde 2014 para o mercado automotivo

Carros veículos consórcio negócio Misto Brasil

O consórcio de veículos é uma alternativa para a compra de novos modelos/Arquivo/Divulgação

Compartilhe:

Diante de vendas acima do esperado no primeiro semestre, a Anfavea revisou suas projeções e prevê 3 milhões de emplacamentos

Por Misto Brasil – DF

O mercado automobilístico brasileiro dá sinais claros de vigor e deve fechar o ano com o melhor desempenho da última década.

Diante de vendas acima do esperado no primeiro semestre, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) revisou suas projeções e prevê que o país ultrapasse a marca histórica de 3 milhões de emplacamentos em 2026.

O avanço representa uma alta de 11,7% em relação a 2025, superando amplamente os tímidos 2,7% estimados no início do ano.

Esse crescimento expressivo é puxado pelos segmentos de automóveis e comerciais leves, com alta projetada de 12,6%, enquanto caminhões e ônibus devem recuar 6%.

No rastro da demanda interna, a produção nacional também deve subir 5,8%, alcançando 2,8 milhões de unidades, o melhor patamar desde 2019.

Contudo, na contramão do cenário doméstico, as exportações despencaram 12,8%, afetadas pela crise na Argentina e pela concorrência chinesa.

“Ficamos satisfeitos com o vigor do mercado nacional, mas lamentamos que parte da recuperação seja capturada por importações com alíquotas abaixo da média mundial”, pontua Igor Calvet, presidente da Anfavea, alertando para o avanço dos eletrificados importados.

Balanço do Semestre e Desafio nas Fronteiras

Os primeiros seis meses consolidaram o melhor semestre desde o período pré-pandemia, com 1,372 milhão de veículos produzidos.

Programas como o Carro Sustentável impulsionaram os modelos de entrada, enquanto os eletrificados atingiram a participação recorde de 20,9% nas vendas de junho. Por outro lado, a invasão de modelos estrangeiros acendeu o alerta.

Pela primeira vez em anos, o setor registrou déficit na balança comercial, com a entrada de 63 mil veículos a mais do que o total exportado.

Das 280,6 mil unidades importadas no semestre, metade veio da China, cujo volume enviado ao Brasil dobrou em apenas um ano.

Sair da versão mobile