Durante a temporada 2025/26, a produtividade média atingiu a marca histórica de 70,6 sacas de soja por hectare, segundoo levantamento
Por Misto Brasil – DF
A produção de soja em Goiás e no Distrito Federal alcançou uma lucratividade média de 37% na safra 2025/26, consolidando o melhor resultado financeiro para a região desde o ciclo de 2021/22.
Os dados constam em pesquisa inédita realizada pela Aegro Insights, que atribui o desempenho favorável diretamente ao incremento dos índices de produtividade no campo, favorecidos pelo preço final de venda e por vantagens logísticas regionais.
Produtividade recorde
Durante a temporada 2025/26, a produtividade média atingiu a marca histórica de 70,6 sacas de soja por hectare.
O levantamento técnico destaca uma disparidade acentuada entre os produtores: as propriedades rurais classificadas na faixa das 10% mais eficientes (Top 10%) registraram lucro bruto de R$ 6.108 por hectare, produzindo cada saca ao custo médio de R$ 44,58.
No extremo oposto, as fazendas com os 10% piores desempenhos amargaram um lucro bruto de apenas R$ 4 por hectare, com o custo de produção saltando para R$ 118,11 por saca.
Os resultados consolidados da última temporada na região de Goiás e DF apontam:
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Faturamento e margem: Lucro bruto de R$ 3.175 por hectare e margem de segurança de 28,2 sacas por hectare.
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Redução de despesas: Custo operacional fixado em R$ 4.771 por hectare, patamar 31% inferior ao registrado no período de 2022/23.
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Ponto de equilíbrio: Estabelecido em 42,4 sacas por hectare para a cobertura total dos custos.
Alerta de custos e clima para o ciclo 2026/27
Especialistas do setor alertam que o cenário positivo não deve se repetir no ciclo 2026/27.
O planejamento para a próxima temporada exige cautela devido à previsão do fenômeno climático El Niño, que eleva o risco de estiagem severa e quebra de safra no Centro-Oeste.
A projeção de fertilizantes e insumos agrícolas mais caros, somada à flutuação cambial do dólar e juros elevados, pressionará o custo operacional, demandando dos agricultores a aquisição fracionada de insumos e o uso prioritário de capital próprio para mitigar os riscos financeiros.
