Até o momento, em 2026, os incêndios florestais já teriam queimado mais área na Europa do que a média anual das últimas duas décadas
Por Misto Brasil – DF
Dezenas de milhares de pessoas foram instadas a deixar suas casas nesta quinta-feira (23) devido a incêndios florestais que assolam a Espanha, a França e a Itália, ao mesmo tempo em que a Europa se prepara para a chegada de uma nova onda de calor, com temperaturas previstas de até 40º C em algumas regiões.
Apenas no sudoeste da França, na região de Bordeaux, mais de 10 mil pessoas foram evacuadas nesta quinta em meio a um incêndio que se espalhou rapidamente e consumiu 2.000 hectares a oeste da cidade. O mesmo número de evacuados foi registrado perto da capital espanhola, Madri.
Até o momento, em 2026, os incêndios florestais já teriam queimado mais área na Europa do que a média anual das últimas duas décadas.
Em números totais, no entanto, 2025 ainda vence. Desde o começo deste ano, foram queimados quase 255 mil hectares em território europeu, em cerca de 1.250 incêndios. No ano passado, respectivamente, foram mais de 270 mil hectares e mais de 1.300 focos.
O continente, por sinal, é o que mais tem sofrido com o aquecimento global em todo o mundo – algo que especialistas atribuem principalmente às mudanças climáticas, que estariam tornando eventos climáticos extremos, como ondas de calor e os incêndios florestais, mais frequentes e mais severos.
A fim de enfrentar com mais precisão os incêndios florestais – com alguns deles totalmente fora de controle –, a Espanha declarou emergência nacional na região de Madri e na província de Ávila, próxima à capital.
Na França, o presidente Emmanuel Macron afirmou que o país acionou o mecanismo de proteção civil da União Europeia (UE) para solicitar ajuda no combate aos incêndios florestais.
Cerca de 6 mil bombeiros, guardas florestais e agentes da proteção civil foram mobilizados em toda a Sicília após incêndios que já duram dias.
O presidente regional Renato Schifani afirmou que cerca de 50 incêndios seguem ativos, apesar do uso de aeronaves no combate ao fogo.
Na Romênia, o Danúbio atingiu seu nível mais baixo desde 1996, o que levou à imposição de medidas para restringir a irrigação aos agricultores e tem prejudicado a navegação comercial e o turismo.
Na Alemanha, o Reno também voltou a baixar, o que segue dificultando a navegação e aumentando o custo do transporte de cargas. (Com agências noticiosas)
