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Ataque a facão na Alemanha na celebração do orgulho LGBTQ+

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Bombeiros e socorristas socorrem as vítimas após o ataque nas comemorações/Reprodução vídeo

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O suspeito, de 21 anos e identificado pela polícia como Abdul B., ainda está foragido, segundo informaram as autoridades

Por Misto Brasil – DF

O ministro do Interior da Alemanha, Alexander Dobrindt (CSU), afirmou neste domingo (26) que todas as evidências relacionadas ao ataque ocorrido durante a celebração do orgulho LGBTQ+ em Berlim, até o momento, apontam para um ataque terrorista islâmico.

“Tudo o que vemos aqui aponta para um ataque terrorista islâmico”, afirmou Dobrindt.

Durante a festa que se seguiu ao desfile da Cristopher Street Day (CSD), na noite de sábado, uma van atropelou a multidão no Tiergarten, em Berlim. O ataque causou a morte de uma mulher e deixou pelo menos outras 29 pessoas feridas, algumas delas em estado crítico.

A CSD de Berlim é uma das maiores celebrações do orgulho LGBTQ+ da Europa, reunindo centenas de milhares de pessoas anualmente. O atentado ocorreu pouco antes das 22h do horário local.

“Estamos lidando aqui com um suspeito que já havia chamado atenção anteriormente por um grande número de crimes, radicalização e afiliação ao meio islamista”, disse Dobrindt durante uma coletiva de imprensa próxima ao local do crime, no Tiergarten, no centro da capital alemã.

Ele disse que o suspeito, de 21 anos e identificado pela polícia como Abdul B., ainda está foragido, acrescentando que as autoridades enviaram um grande contingente policial para Berlim e para estações de trem, aeroportos e fronteiras em todo o país.

Dobrindt disse que as autoridades tinham conhecimento de cerca de 29 pessoas feridas no ataque, algumas delas gravemente, e que uma pessoa havia morrido. Estimativas anteriores apontavam para 16 feridos.

O ministro do Interior afirmou que o autor do ataque usou uma arma branca, provavelmente um facão, para atacar mais pessoas após atropelá-los com uma van, causando ferimentos adicionais.

Dobrindt acrescentou que o agressor já era conhecido das autoridades e que havia cometido vários outros atos criminosos. O suspeito havia sido recentemente condenado a um ano e dez meses de prisão, com pena suspensa.

O Ministério Público, que havia pedido três anos de prisão, interpôs recurso contra a decisão, disse Dobrindt. (Texto da DW)

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