Prorrogado até 31 de agosto de 2026, o Desenrola Brasil entra em sua reta final com o cartão de crédito no topo das renegociações
Por Misto Brasil – DF
O programa do governo federal, voltado para a reorganização financeira das famílias brasileiras, tem no crédito rotativo o seu maior gargalo.
Um levantamento da plataforma Acordo Certo revela que, das mais de 89 mil dívidas quitadas pelo portal, metade (44.550) pertence a faturas de cartão. Os empréstimos pessoais aparecem em segundo lugar, representando 12% dos acordos.
Embora em menor volume, os empréstimos registrados pela plataforma possuem um valor médio mais alto: R$ 2.473,00, contra R$ 1.616,11 das pendências com cartão.
Dados do Banco Central indicam que o juro do rotativo chega a impressionantes 440,5% ao ano, sendo o estopim de endividamento para 83,6% das famílias e comprometendo 54% da renda mensal.
Para quem busca sair do aperto, a iniciativa oferece descontos de até 90%, parcelamento em quatro anos, juros teto de 1,99% ao mês e uso do FGTS. O público-alvo são pessoas que ganham até cinco salários mínimos.
Uma novidade é a trava de proteção social: quem adere ao acordo tem o CPF bloqueado para apostas online (bets) por 12 meses, visando proteger a economia familiar.
Com a proximidade do encerramento oficial do programa, estipulado para agosto de 2026, a orientação é consultar os débitos elegíveis o quanto antes.
