A medida faz parte de um esforço mais amplo em prol da soberania, visando reduzir a dependência de fornecedores estrangeiros
Por Misto Brasil – DF
A Comissão Europeia lançou um concurso público para financiar até sete gigafábricas de IA na Europa, numa corrida a Bruxelas para construir infraestruturas soberanas para treinar modelos avançados de IA e alcançar os concorrentes tecnológicos globais.
As gigafábricas de IA são instalações de computação em larga escala equipadas com chips de última geração e altamente especializados, projetados para treinar a próxima geração de tecnologias de IA – notadamente os modelos de linguagem mais avançados, que exigem o processamento de trilhões de pontos de dados.
A medida faz parte de um esforço mais amplo em prol da soberania tecnológica, visando reduzir a dependência da UE em relação a fornecedores estrangeiros de serviços em nuvem e chips.
A corrida global para construir modelos cada vez mais poderosos, com a promessa de avanços tanto econômicos quanto militares, desencadeou uma corrida paralela para construir a infraestrutura que os sustenta.
Projetos massivos de centros de dados já estão em andamento nos EUA e na China.
Em resposta, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou um plano para construir gigafábricas de IA na Europa durante a Cúpula de Ação de IA em Paris, em fevereiro de 2025, com a ambição de replicar o sucesso do laboratório CERN em Genebra.
Desde então, a iniciativa despertou considerável interesse da indústria, com 76 potenciais consórcios manifestando interesse preliminar em apresentar uma proposta de projeto.
Para atender a essa demanda do setor privado e, ao mesmo tempo, garantir uma distribuição geográfica razoável da infraestrutura, a Comissão ampliou seu escopo inicial de quatro ou cinco gigafábricas para até sete, informou a Euronews.
