Estados-membros solicitaram “uma videoconferência extraordinária dos Ministros do Interior”, descrevendo-a como uma “questão urgente”
Por Misto Brasil – DF
Líderes de 22 nações da União Europeia convocaram uma reunião de emergência para discutir a resposta do bloco à chegada de dezenas de milhares de migrantes ao enclave espanhol de Ceuta, no norte da África, esta semana.
Na carta, que fontes disseram à Euronews ter sido iniciada pela Itália e pela Dinamarca, os Estados-membros solicitaram “uma videoconferência extraordinária dos Ministros do Interior”, descrevendo-a como uma “questão urgente”.
Embora Madri afirme que quase todos os cerca de 50 mil migrantes que entraram em Ceuta vindos de Marrocos na quinta-feira já foram devolvidos, os líderes da UE disseram manter “sérias” preocupações com a situação.
A Irlanda, que atualmente detém a presidência rotativa da UE, informou que uma reunião por videoconferência acontecerá na terça-feira.
“Na qualidade de titulares da Presidência, a Irlanda convocará uma reunião na terça-feira do Conselho Europeu de Justiça e Assuntos Internos para discutir os desenvolvimentos em Ceuta”, disse Micheál Martin, primeiro-ministro da Irlanda, numa publicação no X.
A chefe da diplomacia da UE, Ursula von der Leyen, saudou a medida, afirmando que o bloco precisa de “um processo de aprendizagem para melhorar a nossa resiliência europeia”, acrescentando ainda que “nenhuma pessoa chegou à Espanha continental ou ao resto da UE” durante o fluxo migratório.
O presidente francês Emmanuel Macron, o primeiro-ministro português Luís Montenegro e o primeiro-ministro luxemburguês Luc Frieden não assinaram a carta, que foi endereçada à presidente da Comissão Europeia Ursula von der Leyen, ao presidente do Conselho Europeu António Costa e a Micheál Martin, primeiro-ministro da Irlanda.
A Irlanda assumiu a presidência do Conselho da União Europeia em julho.
Os 22 líderes afirmaram que a reunião deveria ser usada para formar uma “avaliação comum da situação” em Ceuta e para chegar a um “acordo sobre uma resposta europeia coordenada”.
