Temas como saúde, BRB, segurança e educação foram criticados pelos adversários, mas Celina disse que está há poucos meses no governo.
Por Gilmar Corrêa – DF
O primeiro debate entre seis dos oito candidatos ao governo do Distrito Federal nas eleições de 2026, foi marcado por um festival de promessas e ataques ao atual governo.
Participaram do confronto organizado pela TV Band, os candidatos Celina Leão (PP), Paula Belmonte (PSDB), José Roberto Arruda (PSD), Kiko Caputo (Novo), Ricardo Cappelli (PSB) e Leandro Grass (PT).
Não foram convidados para o debate no Sesc de Ceilândia, Samara Ribeiro (UP) e Elisson Ferreira (Agir).
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Os temas-alvo foram a crise financeira do BRB, o grave problema na saúde e a situação da segurança pública. Os péssimos resultados do Ideb foram abordados pelos candidatos, mas quase nenhuma proposta foi claramente colocado pelos postulantes.
Houve pouco interesse dos candidatos em falar sobre mobilidade urbana. Mais uma vez, a preocupação foram as grandes obras, sem uma análise mais aprofundada sobre o transporte alternativo e coletivo.
O confronto de ideias aparecentemente não despertou o interesse do eleitorado. A média de audiência da Band do YouTube foi de 4,2 mil espectadores. A qualidade do áudio prejudicou o programa.
Nos debates em estados como o Maranhão, a média foi de 8,7 mil, em São Paulo de 22 mil, na Paraíba e 9,8 mil e em Pernambuco ficou em 2,1 mil espectadores.
O que disseram
Celina Leão foi o principal alvo de todos os candidatos, mas ela disse que está há poucos meses no governo e que não pode ser responsabilizada por eventos negativos no governo Ibaneis Rocha (MDB).
Celina foi a vice-governadora de Ibaneis e foi por ele elevada à candidata ao Palácio do Buriti.
O seu esforço no debate foi nítido em se descolar do governo de Ibaneis.
Como era esperado, Arruda se apresentou com maior desenvoltura. Prometeu quatro eixos do metrô e resgatar programas antigos quando foi governador e acabou cassado.
Kiko Caputo se perdeu no tempo em suas manifestações e disse que o seu partido é o único “legitimamente” de direita.
Paula Belmonte teve o objetivo de chamar o eleitorado feminino. Focou em emendas que não teriam sido aproveitadas pelo governo atual, como na educação.
Ricardo Cappelli prometeu divulgar nesta semana um “pacote de 40 propostas” e insistiu que percorreu todas as regiões administrativas e que “dormiu” na casa das pessoas.
Numa de suas intervenções, chamou Celina de “camaleoa”, numa refreência à participação nos governos passados, inclusive do ex-governador Rodrigo Rollemberg.
Leandro Grass foi pouco ativo como um advertário claramente de oposição ao Palácio do Buriti. De uma maneira geral, não foi firme em suas propostas para o governo.
José Roberto Arruda fez dobradinha com Kiko Caputo no quadro da pergunta para candidatos. Como o sistema permitiu que cada um fizesse comentátrios no tempo da pergunta e resposta, ambos criticaram o governo atual.
