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Tensões no Oriente Médio inflam preço dos combustíveis no Brasil

Aviões companhias aéreas brasileiras Misto Brasil

Aviões de companhias aéreas brasileiras estacionados em área de manobras/AENA/Divulgação

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O setor de transporte e logística figurou como o mais afetado pelas oscilações globais, impactando o setor aéreo e marítimo.

Por Misto Brasil – DF

A escalada do conflito geopolítico entre Estados Unidos e Irã já se reflete de forma direta nos custos operacionais de empresas brasileiras, impulsionando altas expressivas nos combustíveis e provocando retração nas compras do setor B2B.

Levantamento da plataforma Qive, que analisou 17,7 milhões de Notas Fiscais Eletrônicas movimentando R$ 386,4 bilhões entre 2024 e 2026, revela que o querosene de aviação (QAV) registrou o maior reajuste no período, subindo 49,8% — de R$ 5,66 para R$ 8,48 o litro.

A disparada dos preços gerou forte retração no consumo corporativo.

Nos cinco primeiros meses de 2026, as aquisições de QAV despencaram 62,6%, com simulações indicando um impacto potencial de R$ 7,8 bilhões para a aviação civil caso os volumes de 2025 tivessem sido mantidos nos patamares máximos atuais.

O setor de transporte e logística figurou como o mais afetado pelas oscilações globais. Além do insumo aéreo, o óleo combustível para transporte marítimo subiu 34,5% (para R$ 6,95 o quilo) e o diesel acumulou alta de 14,4% (atingindo R$ 7,15 o litro).

O gás de cozinha (GLP) teve variação mais amena, de 1,3%.

Especialistas da Qive indicam que as empresas adotaram postura cautelosa para proteger o caixa, contendo estoques para evitar imobilização de recursos em preços de pico.

Os dados fiscais também apontam substituição de insumos e migração de demanda para alternativas mais baratas enquanto durar a instabilidade internacional.

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