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Bolsa de valores tem queda de 2,3% com evasão de capital

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O comportamento do Ibovespa é um indicador também da macro economia/Arquivo/Divulgação

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O Banco do Brasil deve apresentar mais um trimestre de resultados pressionados pela deterioração da carteira de crédito rural.

Por Misto Brasil – DF

Com a agenda agitada por dados de inflação e cenário eleitoral, o Ibovespa teve mais um dia de forte aversão a risco no mercado local.

Apesar do viés de alta da maioria dos índices das bolsas em Nova York, o Ibovespa operou nas mínimas nesta terça-feira (11) influenciado principalmente por ações de primeira linha – indicativo de nova saída de capital estrangeiro – só na semana passada, a saída foi de R$ 5,55 bilhões.

o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com queda de 2,50%, aos 167.874,64 pontos.

O dólar à vista encerrou as negociações a R$ 5,1608, com alta de 0,98%.

Além da cautela global, devido ao fechamento do Estreito de Ormuz, no Oriente Médio, por onde escoa cerca de 20% do petróleo mundial, há temores domésticos, sobretudo com o fiscal a poucos meses da eleição.

Após iniciar a sessão estável em 162.180,01 pontos, subiu 0,12%, na máxima aos 172.385,51 pontos, e, em seguida, passou a cair abaixo dos 170 mil pontos. Às 12h23 (horário de Brasília), o Ibovespa caía 1,51%, a 169.583 pontos; às 14h15, a baixa era de 2,45%, a 167.975 pontos.

Investidores da B3 iniciaram o pregão digerindo a ata do Comitê de Política Monetária (Copom) e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), em dia de agenda esvaziada no exterior.

Banco do Brasil deve apresentar mais um trimestre de resultados pressionados pela deterioração da carteira de crédito rural, mantendo os analistas cautelosos em relação à recuperação dos lucros.

A divulgação ocorrerá na próxima quarta-feira (12), após o fechamento do mercado. Nesta terça-feira (11), a ação desaba 3%, em meio ao mau humor do mercado. Em agosto, porém, o BB já recua 8%, o que pode indicar que o mercado já começou a precificar um resultado mais fraco.

Os preços do petróleo fecharam em alta nesta terça-feira (11), em meio ao impasse entre Estados Unidos e Irã sobre um acordo que permita a livre navegação pelo Estreito de Ormuz.

O petróleo WTI para setembro, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), subiu 1,3%, com ganho de US$ 1,07, e encerrou o pregão a US$ 83,20 por barril. Já o Brent para outubro, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), avançou 1,36%, alta de US$ 1,09, e fechou a US$ 88,91 por barril.

Recursos para o tarifaço

ApexBrasil vai investir R$ 210 milhões para apoiar 5,3 mil empresas brasileiras afetadas pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos, em uma ação extraordinária que será executada ao longo dos próximos 12 meses. A iniciativa pretende ajudar companhias a encontrar compradores em outros países e reduzir os impactos das barreiras comerciais sobre as exportações.

O programa foi apresentado nesta terça-feira (11), no WTC Events Center, em São Paulo, durante o lançamento do Plano de Diversificação de Exportações.

O encontro reuniu setores atingidos pelo tarifaço e contou com a presença do ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, e do presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller.

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