A 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação traz expectativas por ações mais concretas de proteção da terra.
Por Rafael Cardoso – RJ
Começou nesta segunda-feira (17), em Ulaanbaatar, na Mongólia, a 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17).
Até o dia 28 de agosto, representantes de 196 países e da União Europeia buscarão soluções para desafios que afetam a vida de todos: combater a seca, restaurar ecossistemas, garantir acesso universal à água e aos alimentos, valorizar povos e territórios tradicionais.
A terra é o elemento que une todas as discussões. Em torno dela, giram as negociações entre representantes dos governos e da sociedade civil.
O evento deste ano traz expectativas por ações mais concretas de proteção da terra e também carrega a missão de resolver pendências deixadas pela última conferência, a COP16, em Riad, na Arábia Saudita, em 2024.
A principal questão envolve avançar na criação de um novo instrumento internacional para fortalecer a governança sobre secas, tema sobre o qual não se teve acordo em Riad.
Outro ponto central são as metas de Neutralidade da Degradação da Terra (LDN, na sigla em inglês).
A previsão é que os países participantes apresentem relatórios sobre como têm agido para garantir que a quantidade e a qualidade dos recursos vindos da terra se mantenham estáveis ou avancem.
