Uma das principais iniciativas é a aquisição de um supercomputador de 7,2 mil petaflops no Rio Grande do Norte, orçado em R$ 1 bilhão.
Por Misto Brasil – DF
O Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA) prevê investimentos de R$ 23 bilhões até 2028 para impulsionar a autonomia tecnológica do país, reduzindo a dependência externa e aplicando a tecnologia em áreas estratégicas do setor público e produtivo.
Uma das principais iniciativas é a aquisição de um supercomputador de 7,2 mil petaflops no Rio Grande do Norte, orçado em R$ 1 bilhão, projetado para figurar entre os dez mais potentes do mundo em aplicações de IA.
O equipamento atenderá projetos de universidades, órgãos públicos e empresas privados sob a supervisão de um comitê de governança.
O plano inclui o desenvolvimento da Nuvem Brasileira para armazenamento de dados com software 100% nacional. Diferente da atual estrutura de governo, a proposta busca nacionalizar toda a tecnologia operacional em uma parceria coordenada pelo Ministério da Gestão, BNDES e ABDI.
Em outra frente, uma cooperação de R$ 1,2 bilhão com as empresas chinesas Huawei e iFlytek criará, no Rio de Janeiro, um centro para desenvolver modelos de linguagem em português e capacitar 3 mil profissionais.
Completa o pacote o estímulo à produção de chips baseados na arquitetura aberta RISC-V, em parceria com a Espanha (R$ 125 milhões), e a criação do Centro Nacional de Transparência Algorítmica na UFMG (R$ 50 milhões).
A unidade acadêmica focará em estudos sobre segurança, transparência e governança, fornecendo diretrizes para a adoção responsável da inteligência artificial no país.
