Ícone do site Misto Brasil

Europeus estão guardando mais dinheiro vivo em casa

Dinheiro vivo espécie euro moeda Misto Brasil

21 países que integram a União Europeia, formando a chamada Zona do Euro/Arquivo

Compartilhe:

Especialistas associam o aumento do uso de dinheiro vivo à ansiedade em relação a guerras e à maior ocorrência de ataques cibernéticos.

Por Misto Brasil – DF

Dados do Banco Central Europeu (BCE) revelam que o número de cédulas de euro em circulação na União Europeia (UE) está aumentando, apesar da crescente disseminação de pagamentos eletrônicos entre os europeus.

Especialistas associam o aumento do uso de dinheiro vivo à ansiedade em relação a guerras e à maior ocorrência de ataques cibernéticos contra os sistemas de pagamento online e por aproximação.

Os incêndios florestais que atingiram com força vários países da Europa nos últimos meses também levaram as pessoas a aumentar suas reservas de emergência em dinheiro vivo.

Ainda que em muitas cidades da Europa os pagamentos eletrônicos sejam utilizados com mais frequência do que os em espécie, o valor total das notas em circulação aumentou significativamente, de 1 trilhão de euros em 2016 para 1,6 trilhão em 2026, segundo dados do BCE, que monitora o número de notas bancárias em circulação desde 2002.

Mais de 31 bilhões de notas estão em circulação, em comparação com 24 bilhões pouco antes da pandemia de covid-19, em 2019. A nota mais popular em 2025 era a de 50 euros, seguida pela de 100 euros.

Em termos proporcionais, a quantidade de notas em circulação equivale a 5.000 euros para cada cidadão da Zona do Euro.

Philip Lane, economista-chefe do BCE, afirmou recentemente que o estoque total de cédulas continua a crescer. O número de notas está diminuindo nas transações financeiras, ao mesmo tempo em que aumenta em razão dos estoques pessoais.

O BCE afirma que o dinheiro em espécie é uma parte fundamental da “prontidão nacional para crises”, a capacidade de cada país de antecipar, prevenir e reagir a crises internacionais como conflitos, desastres naturais, apagões de energia, crises de saúde e outras. (Texto da DW)

Sair da versão mobile