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Ibovespa completou a oitava alta consecutiva. Dólar em alta

Dólares cotações mercado financeiro Misto Brasil

O dólare é uma moeda que é negociada em praticamente todos os países do planeta/Arquivo/Reprodução

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O contrato mais líquido do ouro caiu mais de 2% nesta sexta-feira depoir da manifestação do FED sobre juros nos EUA.

Por Misto Brasil – DF

O Ibovespa completou a oitava alta consecutiva com apoio das blue chips, driblando a piora do humor dos investidores após novas falas do presidente do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA), Kevin Warsh.

O principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com ganho de 0,30%, aos 175.664,62 pontos. Na semana, o IBOV acumulou valorização de 2,7%, interrompendo a sequência de três perdas semanais consecutivas.

O dólar à vista encerrou as negociações a R$ 5,1965, com alta de 0,67%. Na semana, a divisa avançou 1% ante o real.

Por aqui, os investidores reagiram a uma bateria de dados domésticos, ainda que em segundo plano.

Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o Brasil criou 58.568 empregos com carteira assinada em julho, abaixo do esperado pelo mercado.

Os preços do petróleo terminaram a sessão desta sexta-feira (28) em queda, ampliando as perdas acumuladas ao longo da semana. Os investidores continuam acompanhando de perto o impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã, além do movimento de embarcações no Estreito de Ormuz, importante rota para o transporte global da commodity.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o WTI com vencimento em outubro recuou 0,16%, equivalente a US$ 0,13, e terminou o dia cotado a US$ 83,40 por barril.

Em Londres, o Brent para novembro, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), caiu 0,47%, ou US$ 0,42, encerrando a sessão a US$ 88,10. No acumulado da semana, o WTI registrou baixa de 4,2%, enquanto o Brent apresentou queda mais acentuada, de 6,6%.

O discurso de Kevin Warsh em Jackson Hole deixou mais clara sua disposição de elevar os juros dos Estados Unidos no curto prazo, mas o presidente do Federal Reserve deve enfrentar resistência dentro do próprio comitê de política monetária. A avaliação é de Benjamin Mandel, ex-economista do Fed e Head de Research da Jubarte Capital.

Como ficou o ouro

O contrato mais líquido do ouro caiu mais de 2% nesta sexta-feira (28), após o presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh, sinalizar em Jackson Hole uma postura mais enfática no combate à inflação.

A mudança de tom surpreendeu o mercado e elevou os rendimentos dos Treasuries e o dólar, dois movimentos que pressionam o metal precioso.

Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o ouro para dezembro encerrou em baixa de 2,88%, a US$ 4.529,90 por onça-troy. Na semana, o contrato acumulou queda de 3,22%.

A prata para dezembro caiu 3,49%, a US$ 67,786 por onça-troy.

Warsh criticou a prática de orientação futura, conhecida como forward guidance, do banco central americano e afirmou que ela “já se prolongou demais”, em discurso preparado para o Simpósio de Jackson Hole.

Na avaliação do presidente do Fed, a estratégia cumpriu seu papel quando foi criada para enfrentar os desafios da crise financeira de 2008, mas passou a ser prejudicial aos objetivos da política monetária.

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