O resultado final foi apertado, mas decisivo: o “Não” ficou quase 5,6% à frente do “Sim”, uma diferença de pouco menos de 13 mil votos.
Por Misto Brasil – DF
A campanha do “Não” na Islândia venceu por uma pequena margem o referendo sobre a retomada das negociações de adesão do país à União Europeia, que estavam suspensas, confirmaram autoridades.
O resultado final foi apertado, mas decisivo: o “Não” ficou quase 5,6% à frente do “Sim”, uma diferença de pouco menos de 13 mil votos em mais de 225.000 votos apurados — o suficiente para resolver a questão, mas longe de ser uma vitória esmagadora.
A primeira-ministra Kristrún Frostadóttir aproveitou uma conferência de imprensa após a divulgação dos resultados para apelar à união, instando o país a respeitar ambos os lados do debate.
“47% da população estava interessada nisso [na retomada das negociações com a UE]. Acho importante que, nos próximos meses e semanas, respeitemos esse ponto de vista”, disse ela.
A participação eleitoral atingiu 82,5%, um dos níveis mais altos já registrados em uma votação nacional na Islândia, informou a Euronews..
Mais da metade dos cerca de 400 mil habitantes do país compareceu às urnas para votar em uma decisão que moldará a relação da Islândia com a Europa nos próximos anos.
O país buscou a adesão à UE pela primeira vez depois que a crise financeira de 2009 levou sua economia à beira do colapso, mas as negociações de adesão foram interrompidas em 2013, quando uma coalizão eurocética assumiu o poder.
O atual governo de Frostadóttir, liderado pelos sociais-democratas, retomou a questão este ano, argumentando que um clima internacional mais instável tornava pertinente perguntar aos eleitores se deveriam buscar laços mais estreitos com a UE.
