Nesta segunda-feira (31), já são 903 vítimas confirmadas no lado nepalês, e 16 no lado chinês. Há desaparecidos de diversos países.
Por Misto Brasil – DF
Sobrecarregado pela quantidade de mortos e incapaz de manter seus corpos todos refrigerados até que sejam identificados por suas famílias, o Nepal começou no sábado a enterrar em valas comuns as primeiras vítimas das enxurradas devastadoras que deixaram quase mil mortos, além de mais de 4 mil desaparecidos, informou a imprensa local.
A decisão gerou controvérsia no país, de maioria hindu, onde a cremação é a prática tradicional.
O desastre na região fronteiriça entre a China e o Nepal foi provocado após o colapso de uma geleira desencadear uma gigantesca avalanche, com inundações repentinas que arrasaram regiões inteiras em questão de minutos.
Nesta segunda-feira (31), já são 903 vítimas confirmadas no lado nepalês, e 16 no lado chinês. Enquanto no primeiro país o número de desaparecidos aumentou drasticamente para 4.247 pessoas, 546 pessoas seguem desaparecidas na China.
Entre os desaparecidos há cidadãos de Índia, Estados Unidos, Ucrânia, China, Malásia, Austrália, Reino Unido, Letônia, Canadá, Coreia do Sul, Singapura, Alemanha e Rússia, dentre outras nacionalidades.
Milhares de equipes de resgate continuam procurando vítimas e recuperando corpos nas áreas afetadas do Nepal e do sudoeste do Tibete, na China. A região dos Himalaias é isolada e muito procurada por turistas de aventura e peregrinos.
Muitos corpos foram encontrados no sul do Nepal, a dezenas de quilômetros das áreas mais atingidas pelas enchentes de quarta-feira, segundo as autoridades nepalesas. (Texto da DW)
