Barreiras físicas (rios e montanhas) e enchentes concomitantes dificultam o envio de ajuda e materiais de reconstrução.
Por Misto Brasil – DF
Três semanas após o terremoto de magnitude 7,4 atingir o oeste da Colômbia, milhares de moradores continuam sem acesso a saúde, alimentos e abrigo.
Embora centros urbanos como Cali e Pereira tenham registrado danos severos, o impacto mais grave concentra-se em regiões historicamente desassistidas, onde desastres naturais somam-se à pobreza extrema e à presença de grupos armados.
Destaques da atuação emergencial de Médicos Sem Fronteiras (MSF):
-
Atendimento em áreas vulneráveis: Mobilização em locais críticos de Valle del Cauca, Chocó e Risaralda, incluindo comunidades indígenas e afro-colombianas.
-
Apoio psicológico urgente: Foco em saúde mental para combater crises de ansiedade, estresse agudo e medo de tremores secundários.
-
Cuidados médicos acumulados: Realização de mais de 1.500 consultas médicas e psicológicas em cidades como Quibdó, Medio Baudó e Buenaventura.
-
Desafios logísticos e climáticos: Barreiras físicas (rios e montanhas) e enchentes concomitantes dificultam o envio de ajuda e materiais de reconstrução.
A organização alerta que a tragédia aprofundou desigualdades pré-existentes na Colômbia e defende prioridade máxima no socorro às populações rurais e isoladas.
