Ele anunciou hoje que vai recorrer da decisão do TRE que indeferiu a sua candidatura e disse que não há “plano B” na campanha.
Por Misto Brasília – DF
O ex-governador José Roberto Arruda (PSD) afirmou que vai recorrer contra a decisão do Tribuna Regional Eleitoral (TRE), que indeferiu ontem a sua candidatura ao governo do Distrito Federal.
Na entrevista coletiva que concedeu há ouco, acompanhado por candidados e apoiadores convocados à noite de ontem (03), disse que não existe nenhuma possibilidade de recuar.
O Misto Brasil transmitiu ao vivo a entrevista pelo TiokTok.
“Neca de pitibiribas”, disse ele, também ao ser questionado sobre a possibilidade de sua substituição na campanha por outro candidato ou de um “plano B” do partido nas eleições majoritárias.
O recurso será apresentado pela defesa do candidato ao Tribunal Superior Eeitoral (TSE) provavelmente amanhã. Hoje, no final da tarde, será publicado no diário oficial da justiça a decisão unânime dos desembargadores do TRE-DF.
A defesa do candidato será apresentada pelo advogado Francisco Emerenciano. Veja o vídeo logo abaixo.
O TRE-DF acolheu as impugnações apresentadas pelo Ministério Público Eleitoral, que apontou a inelegibilidade do candidato em razão de condenações colegiadas por improbidade administrativa ligadas ao escândalo do Caixa de Pandora.
A defesa sustentava que os prazos de suspensão dos direitos políticos já haviam sido cumpridos com base nas recentes alterações da Lei de Improbidade e no teto de enquadramento temporal.
Pelas regras eleitorais, os ministros do TSE tem prazo até o dia 15 de setembro para responder à ação de Arruda.
Enquando segue esta pendenga judicial eleitoral, Arruda também aguarda uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que analisa a constitucionalidade da nova Lei da Ficha Limpa.
Lei da Ficha Limpa
O Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para o dia 11 de setembro a retomada do julgamento virtual que vai decidir sobre a validade das alterações feitas pelo Congresso para flexibilizar a Lei da Ficha Limpa. A norma impede a candidatura de políticos condenados nas eleições.
O julgamento do caso foi suspenso em junho deste ano por um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes, que devolveu o processo para julgamento nesta sexta-feira (21).
Até o momento, o placar da votação está 2 votos a 0 contra as alterações. Os votos foram proferidos pela ministra Cármen Lúcia e Luiz Fux.
A Corte julgará uma ação protocolada pela Rede Sustentabilidade para derrubar a Lei Complementar 219 de 2025, que reduziu a contagem dos prazos de inelegibilidade.
