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Além do Ipiranga: entenda o longo processo da Independência

Independência Proclamação da Independência, de François-René Moreaux (1844) Misto Brasil

Proclamação da Independência, de François-René Moreaux (1844)/Arquivo/

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A criação do Estado nacional não se deu de forma instantânea em 1822, exigindo a consolidação de instituições e a construção de uma identidade comum.

Por Misto Brasil – DF

O 7 de Setembro é lembrado pelo “grito do Ipiranga”, mas a separação política entre Brasil e Portugal foi um processo histórico longo, complexo e motivado por profundos interesses econômicos e disputas regionais.

A criação do Estado nacional não se deu de forma instantânea em 1822, exigindo a consolidação de instituições e a construção de uma identidade comum entre as províncias.

Especialistas e historiadores detalham os fatores centrais dessa trajetória:

A formação do Brasil independente prosseguiu nos anos seguintes por meio de guerras de independência em diversas regiões, disputas constitucionais e a manutenção da estrutura social herdada do período colonial.

Cenário até a independência

1808 – Chegada da família real portuguesa ao Brasil: diante das invasões napoleônicas, D. João e a Corte portuguesa transferiram-se para o Rio de Janeiro. A abertura dos portos às nações amigas e a instalação de instituições administrativas, econômicas e culturais ampliaram a importância política do Brasil dentro do Império português.

1815 – Brasil é elevado a Reino Unido: o território deixou oficialmente a condição de colônia com a criação do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves. A mudança reforçou o peso político do Brasil, que passou a ocupar posição mais próxima à de Portugal dentro da monarquia.

1817 – Revolução Pernambucana: uma revolta de caráter republicano e separatista tomou conta de Pernambuco e chegou a estabelecer um governo provisório. Apesar de ter sido reprimido, o movimento demonstrou a existência de projetos políticos que questionavam o domínio português e a própria monarquia.

1820 – Revolução do Porto: um movimento liberal iniciado em Portugal exigiu o retorno da Corte, a convocação de Cortes Constituintes e mudanças na organização política do Império. As decisões tomadas pelos revolucionários também colocaram em discussão a autonomia que o Brasil havia adquirido desde a chegada da família real.

1821 – Retorno de D. João VI a Portugal: pressionado pela Revolução do Porto, o rei deixou o Brasil e retornou a Lisboa, deixando seu filho, Pedro de Alcântara, aos 23 anos, como príncipe regente. As Cortes portuguesas passaram a exigir também o retorno de Pedro, aumentando a tensão política.

9 de janeiro de 1822 – Dia do Fico: diante da pressão para retornar a Portugal, Pedro decidiu permanecer no Brasil. A decisão tornou-se um marco da ruptura política e fortaleceu os grupos que defendiam maior autonomia em relação às Cortes portuguesas.

Junho de 1822 – Convocação de assembleias: Pedro convocou uma Assembleia Geral Constituinte e Legislativa para elaborar uma Constituição para o Brasil, aprofundando o processo de autonomia política.

Agosto de 1822 – Manifesto às nações: Pedro publicou um manifesto dirigido às nações estrangeiras no qual apresentava sua posição diante dos conflitos com Portugal e defendia a autonomia brasileira.

Pesquisa

Adriana Schmidt é graduada em História (UFSC), Pedagogia (UniItalo), especialista em Psicopedagogia Institucional (Unisul) e mestre em Educação e Cultura ( UDESC). É docente no Brazilian International School – BIS.

Glenda Candido é formada em História pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e acumula mais de dez anos de experiência docente no Brasil e no exterior. Com sólida atuação na educação multilíngue, atualmente leciona Individuals and Societies no IB MYP e História no Ensino Médio Pré-Vestibular da Escola Internacional de Alphaville.

José Henrique Porto é professor de História formado pela USP, com especializações em Filosofia da Educação pela PUC-SP, Formação Integral e Práticas Inovadoras pelo Instituto Singularidades e Moderna Educação pela PUC-RS. Na Aubrick, é professor de História do Ensino Médio e das eletivas PsiEDU e EDUcomunicação, além de orientador do Grupo de Debates e da AubrickMUN. Atua também como treinador em Desenvolvimento Humano e educador nas áreas de Ciências Humanas, Curadoria do Conhecimento e Práticas Pedagógicas Inovadoras.

Roberto Carlos Simões Junior é formado em Ciências Sociais pela Unicamp e mestre em Ensino de História pela mesma instituição. Atua como professor desde 2010, com experiência nas redes pública e privada. Dedica-se à formação crítica dos estudantes, articulando conteúdos históricos a reflexões sobre a sociedade contemporânea.

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