Diante das pressões e do risco de perda de sua sucessão, o ato no Ipiranga selou o rompimento com Portugal.
Por Misto Brasil – DF
Em 7 de setembro de 1822, Dom Pedro I retornava de Santos quando recebeu cartas decisivas sobre a crise política com a Metrópole. As Cortes de Lisboa exigiam seu retorno e a prisão do ministro José Bonifácio, enquanto a princesa regente Maria Leopoldina e o próprio Bonifácio recomendavam resistência.
Diante das pressões e do risco de perda de sua sucessão, o ato no Ipiranga selou o rompimento com Portugal.
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A professora Glenda Cândido, da Escola Internacional de Alphaville, aponta que o episódio foi desfecho de meses de articulação. Além disso, relatos e representações icônicas passam por revisão histórica:
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O “Grito”: Não há confirmação documental categórica de que a frase “Independência ou Morte!” tenha sido dita.
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A imagem idealizada: O famoso quadro de Pedro Américo, de 1888, é uma construção artística e política. A comitiva não vestia trajes de gala nem montava cavalos imponentes; a subida da Serra do Mar era feita com mulas.
Conflitos e continuidades pós-1822
O 7 de Setembro não encerrou as disputas. Entre 1822 e 1824, guerras de independência eclodiram na Bahia, no Maranhão, no Pará e no Piauí. O reconhecimento formal de Portugal só ocorreu em 1825, intermediado pela Grã-Bretanha.
Para o professor José Henrique Porto, da Escola Bilíngue Aubrick, a emancipação combinou ruptura e continuidade:
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Soberania própria: O Brasil constituiu um Estado autônomo, sob a monarquia de Dom Pedro I e a Constituição de 1824.
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Manutenção da estrutura colonial: A participação política permaneceu restrita ao voto censitário (por renda), mulheres foram excluídas e a escravidão foi mantida até 1888.
A data simboliza o desligamento de Portugal, mas a construção da cidadania e da identidade nacional permaneceu em disputa nos anos subsequentes.
Pesquisa
Adriana Schmidt é graduada em História (UFSC), Pedagogia (UniItalo), especialista em Psicopedagogia Institucional (Unisul) e mestre em Educação e Cultura ( UDESC). É docente no Brazilian International School – BIS.
Glenda Candido é formada em História pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e acumula mais de dez anos de experiência docente no Brasil e no exterior. Com sólida atuação na educação multilíngue, atualmente leciona Individuals and Societies no IB MYP e História no Ensino Médio Pré-Vestibular da Escola Internacional de Alphaville.
José Henrique Porto é professor de História formado pela USP, com especializações em Filosofia da Educação pela PUC-SP, Formação Integral e Práticas Inovadoras pelo Instituto Singularidades e Moderna Educação pela PUC-RS. Na Aubrick, é professor de História do Ensino Médio e das eletivas PsiEDU e EDUcomunicação, além de orientador do Grupo de Debates e da AubrickMUN. Atua também como treinador em Desenvolvimento Humano e educador nas áreas de Ciências Humanas, Curadoria do Conhecimento e Práticas Pedagógicas Inovadoras.
Roberto Carlos Simões Junior é formado em Ciências Sociais pela Unicamp e mestre em Ensino de História pela mesma instituição. Atua como professor desde 2010, com experiência nas redes pública e privada. Dedica-se à formação crítica dos estudantes, articulando conteúdos históricos a reflexões sobre a sociedade contemporânea.
