Apesar da severidade do clima e da pressão sobre biomas como o Cerrado e o Pantanal, o levantamento indica gargalos na percepção de risco.
Por Misto Brasil – DF
A seca prolongada e a escassez hídrica atingem o Centro-Oeste com intensidade quase duas vezes superior à média do país.
Pesquisa da Nexus revela que 39% dos moradores da região apontam a estiagem entre os principais impactos ambientais do último ano, contra 22% do índice nacional. As ondas de calor intenso também figuram no topo das reclamações, percebidas por 63% da população local.
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Apesar da severidade do clima e da pressão sobre biomas como o Cerrado e o Pantanal, o levantamento indica gargalos na percepção de risco e no nível de informação dos habitantes.
Principais dados do levantamento na região:
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Percepção climática: 50% dos entrevistados avaliam que o clima “mudou muito”, menor percentual entre as regiões do país.
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Causas percebidas: 52% atribuem os eventos extremos exclusivamente às ações humanas, enquanto 27% citam fatores mistos.
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Desconhecimento: 40% dos entrevistados declaram nunca ter ouvido falar sobre o fenômeno El Niño.
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Preocupação tardia: 53% demonstram alta preocupação após receberem explicações sobre os impactos do El Niño.
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Infraestrutura local: 61% consideram as prefeituras e governos locais “nada preparados” para enfrentar crises climáticas.
Para a gestão pública e a economia regional — fortemente baseada no agronegócio —, os indicadores acendem um alerta crítico sobre a segurança hídrica. A insatisfação com a preparação das cidades soma-se à necessidade urgente de políticas de adaptação e conscientização comunitária.
Foram realizadas 2.000 entrevistas presenciais. A pesquisa foi realizada com amostra representativa de todos os estados, controlada, estratificada e segmentada por sexo, idade, renda e região.

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