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Banco Central cortou a taxa Selic de 14% para 13,75%

Banco Central fachada Misto Brasil

O Banco Central tem a função de zelar por um sistema financeiro sólido e eficiente/Arquivo

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Foi a quinta redução consecutiva da taxa básica de juros pelo Comitê de Política Monetária desde o início do atual ciclo de cortes, em março.

Por Misto Brasil – DF

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central cortou nesta quarta-feira (16) a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, de 14% para 13,75% ao ano. Última atualização às 19h20.

Foi a quinta redução consecutiva da taxa básica de juros desde o início do atual ciclo de cortes, em março.

Desde março, o Copom reduziu a Selic de 15% para 13,75% ao ano, em cinco cortes consecutivos de 0,25 ponto percentual. A taxa passou por 14,75%, 14,50%, 14,25% e 14% antes da decisão desta quarta-feira.

A Selic é a taxa básica de juros da economia e serve de referência para o custo do crédito, financiamentos, aplicações financeiras e decisões de investimento.

Cortes nos juros tendem a reduzir gradualmente o custo do dinheiro e a estimular a atividade econômica, embora seus efeitos levem tempo para chegar ao consumidor e às empresas.

Repercussão e comentários sobre a decisão do BC

Thiago Aor, CFO da Cora – “Como esta foi a última reunião do Copom antes do resultado das eleições, o comitê manteve uma comunicação cautelosa sobre os próximos passos, especialmente diante de fatores como o calendário eleitoral, o petróleo próximo de US$ 100 e o risco de El Niño sobre os preços de alimentos no fim do ano”.

“Para pequenas e médias empresas, o efeito direto no curto prazo ainda é limitado. O custo do crédito permanece em patamar elevado, mantendo pressão sobre capital de giro e decisões de investimento. Na prática, muitas PMEs ainda tendem a priorizar caixa em vez de expansão”.

Roberto Padovani, economista-chefe do banco BV – Era uma decisão amplamente esperada pelo mercado. No nosso cenário aqui no banco, a gente imagina que ele vai fazer uma pausa até ter mais segurança na convergência da inflação. Portanto, a gente fecharia Selic nesse ano em 13,75, retomando o processo de corte no ano que vem”.

Rafael Pastorello – Portfólio Manager do Banco Sofisa – Destacamos oportunidades em títulos públicos prefixados, indexados à inflação e pós-fixados, em um contexto de juros globais estruturalmente mais elevados. Em um ambiente que ainda demanda seletividade e diversificação, reforçamos a importância de uma alocação equilibrada”.

“Para além da parcela defensiva da carteira, estratégias multimercado que tendem a se beneficiar do fechamento da curva de juros podem agregar valor aos portfólios, assim como exposições seletivas à renda variável, com preferência por setores mais defensivos, como utilities, bancos e energia”.

Caio Portugal, da Associação das Empresas de Loteamento e Desenvolvimento Urbano (AELO) – “O setor recebe a redução como uma notícia positiva, mas continua atento ao custo do crédito, à inflação e às condições macroeconômicas. O loteamento é uma atividade de longo prazo e precisa de um ambiente que permita ao empreendedor planejar, investir e oferecer ao consumidor alternativas de moradia formal a custos compatíveis”.

Felipe Queiroz, economista-chefe da Associação Paulista de Supermercados (Apas) – “Acreditávamos que havia espaço, inclusive, para um corte mais acentuado. Isso porque nós não temos um problema inflacionário. Os dados publicados pelo IBGE sobre o IPCA, na semana passada, mostram que a inflação do País está controlada e numa tendência de desaceleração”.

Levantamento do Grana Smart calculou a renda da aplicação financeira com a Selic em 13,75% ao ano

Aplicação financeira Taxa anual em % Taxa mensal em %
Tesouro Selic 13,75% 1,079%
CDB 102% do DI 13,92% 1,090%
CDB 100% do DI 13,65% 1,072%
CDB 90% do DI 12,28% 0,970%
LCI/LCA 70% do DI 9,62% 0,770%
Poupança 8,31% 0,670%
Fonte: BC / Grana Smart

E você, o que acha dessa decisão? Deixe sua opinião nos comentários abaixo.

 

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