A ponta positiva foi liderada por Magazine Luiza e pelo Assaí. O dólar encerrou as negociações a R$ 5,1514, com leve queda de 0,07%.
Por Misto Brasil – DF
O Ibovespa acompanhou a piora do humor externo após o Banco Central dos EUA elevar os juros pela primeira vez desde julho de 2023 e reforçar preocupação com a inflação. A decisão sobre juros no Brasil ficou no radar.
Nesta quarta-feira (16), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com queda de 0,51%, aos 185.547,66 pontos, informou o MoneyTimes.
A ponta positiva do Ibovespa foi liderada por Magazine Luiza, que subiu 6,28% (R$ 5,92), beneficiada pelo alívio na curva de juros futuros com a expectativa de corte na Selic. As cotações são preliminares.
Assaí também ficou entre os destaques positivos após o Bank of America (BofA) elevar o preço-alvo para a ação em R$ 2 e reforçar a visão otimista para a companhia. ASAI3 fechou o pregão com avanço de 4,77% (R$ 10,11).
A ponta negativa do índice foi encabeçada por Prio, que caiu 4,34% (R$ 62,83), na esteira do petróleo. O contrato mais líquido do Brent encerrou o dia com baixa de 2,69%, a US$ 105,83 por barril.
O dólar à vista encerrou as negociações a R$ 5,1514, com leve queda de 0,07%.
Por aqui, a corrida eleitoral e a crise no Supremo Tribunal Federal (STF) perderam espaço para a expectativa de um novo corte na Selic pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central.
Na atualização mais recente, as Opções do Copom da B3 apontavam 94,5% de chance de o Copom cortar a Selic em 25 pontos-base, de 14% para 13,75% ao ano. A decisão deve ser divulgada ainda esta noite.
O porta-voz da Casa Branca, Kush Desai, criticou nesta quarta-feira, 16, a decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) de elevar as taxas de juros em 25 pontos-base. Com a medida, os juros passaram para a faixa de 3,75% a 4% ao ano.
“Hoje, a decisão bastante infeliz do Fed de aumentar as taxas de juros não foi respaldada por um caso econômico convincente”, disse Desai à Fox News. Segundo ele, o presidente Donald Trump espera que o Fed “faça a coisa certa” e reduza os juros para um dos níveis mais baixos do mundo, em vez de aumentá-los.
Google fecha acordo milionário no Brasil
A Google anunciou nesta quarta-feira (16) a maior compra de remoção de carbono de sua história, em parceria com a climate tech Terradot, conforme anunciou o Times Brasil..
O acordo prevê a aplicação de soluções climáticas em mais de 200 mil hectares de plantações de arroz no Sul do Brasil e a geração de impacto climático em escala de milhões de toneladas até 2030.
Pelo acordo, a Google comprará 1 milhão de toneladas métricas de CO₂e, considerando GWP 20, em eliminação de metano até 2030, além de 1 milhão de toneladas métricas de remoção permanente de carbono até 2040.
A estratégia combina duas tecnologias em uma mesma área agrícola. A primeira é o Alternate Wetting and Drying (AWD), técnica de irrigação que alterna períodos de alagamento e drenagem dos arrozais. A prática reduz as emissões de metano, um gás de efeito estufa de curta duração.
A segunda é o Enhanced Rock Weathering (ERW), ou intemperismo acelerado de rochas.
A Terradot pretende aplicar rocha vulcânica triturada de origem natural sobre os mesmos campos. À medida que o material se dissolve, ocorre um processo que remove dióxido de carbono da atmosfera e o armazena de forma permanente.
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