O Bitcoin disparou nesta sexta-feira (18) e atingiu o maior valor desde maio, voltando superar a marca de US$ 80 mil.
Por Misto Brasil – DF
Nesta sexta-feira (18), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com baixa de 0,41%, aos 185.229,17 pontos. Na semana, o IBOV recuou 1,06%.
O dólar à vista encerrou as negociações a R$ 5,1442, com alta de 0,10%. No acumulado da semana, a divisa avançou 0,37%.
Por aqui, a corrida presidencial continuou no radar, com o mercado à espera de novas pesquisas de intenção de votos que capturem um possível impacto do reajuste de 15% do Bolsa Família, anunciado pelo governo na véspera.
“O mesmo movimento de juros mais altos no exterior, que sustentou o dólar, pesou sobre a bolsa local, e a leitura ainda em aberto sobre a trajetória fiscal doméstica limita o apetite por risco”, disse Luca Girardi, analista de investimentos da Nomad.
A XP Investimentos espera uma queda de cerca de US$ 2 bilhões no lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) da Petrobras no terceiro trimestre de 2026, para US$ 17,8 bilhões, mesmo diante da alta dos preços internacionais dos derivados e do aumento da produção de petróleo.
Os índices de Wall Street fecharam sem direção única, diante de novo avanço dos rendimentos dos Treasuries — os títulos públicos norte-americanos, referência para os juros globais.
O Bitcoin disparou nesta sexta-feira (18) e atingiu o maior valor desde maio, voltando superar a marca de US$ 80 mil.
Por volta de 13 horas, a criptomoeda era negociada a US$ 80.650, com alta de 5,5% em 24 horas. A
valorização ocorre na contramão de Wall Street, e em uma semana marcada pelo aumento de juros nos Estados Unidos e pelo fracasso do CLARITY Act, um projeto regulatório muito aguardado por lá.
A criptomoeda reage a uma decisão da Commodity Futures Trading Commission (CFTC), reguladora de derivativos dos EUA, de avançar com regras próprias para o mercado cripto.
O órgão enviou uma proposta ao Escritório de Gestão e Orçamento (OMB) da Casa Branca na quinta-feira e, nesta sexta, publicou uma norma que permite que certos provedores de software conectem usuários a mercados regulamentados de derivativos sem se registrar como corretores.
O alívio vale até que o órgão adote regras ou orientações sobre o tema. (Com o InfoMoney e MoneyTimes)
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