Pequim havia solicitado sua inclusão no diálogo em 6 de agosto, buscando acompanhar o embate entre as duas maiores economias das Américas.
Por Misto Brasil – DF
Os Estados Unidos vetaram formalmente a participação da China nas consultas movidas pelo Brasil no Órgão de Solução de Controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC).
O processo brasileiro contesta as tarifas adicionais impostas por Washington sobre produtos do país.
Pequim havia solicitado sua inclusão no diálogo em 6 de agosto, buscando acompanhar o embate entre as duas maiores economias das Américas. Contudo, a delegação americana rejeitou o requerimento em comunicação encaminhada ao organismo multilateral.
A recusa fundamenta-se estritamente nos regulamentos do sistema multilateral de comércio. Segundo as normas citadas pelos EUA, a adesão de um terceiro país a consultas bilaterais exige a comprovação formal de um “interesse comercial substancial” na causa.
Na interpretação da diplomacia americana, a China falhou em demonstrar tal vínculo com a disputa. O governo dos EUA argumentou que o questionamento apresentado por Brasília não envolve atos, políticas ou tarifas incidentes sobre mercadorias de origem chinesa.
Diante da falta de amparo normativo, Washington concluiu pelo indeferimento do pedido. A manifestação deixa claro que o veto trata apenas do aspecto processual da pretensão chinesa, sem emitir juízo sobre o mérito das reclamações brasileiras.
Com o bloqueio, Pequim permanece fora das rodadas preliminares de negociação sobre as sobretaxas. A ação movida pelo governo brasileiro contra as barreiras comerciais impostas pelos EUA prossegue em ritmo regular nos canais do fórum internacional.
