Ícone do site Misto Brasil

“Forasteiro” Bolsonaro que deve ser barrado em SC

Carlos Bolsonaro candidato SC Misto Brasil

Carlos saiu do Rio de Janeiro para tentar ser senador por Santa Catarina/Reprodução vídeo

Compartilhe:

Nas últimas semanas, o ex-vereador também tem sido criticado por evitar sabatinas e debates com outros candidatos.

Por Misto Brasil – DF

Era uma estratégia política que parecia ter todos os sinais de um sucesso garantido: juntar o sobrenome Bolsonaro com Santa Catarina, um dos estados com eleitorado mais à direita do país.

No final de 2025, o então vereador Carlos Bolsonaro (PL), filho “02” do ex-presidente Jair Bolsonaro, renunciou ao seu mandato na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, e transferiu seu domicílio eleitoral para São José, na grande Florianópolis.

O objetivo: disputar uma vaga ao Senado por Santa Catarina.

Meses depois, no entanto, Carlos tem se deparado com um cenário mais desafiador do que o previsto inicialmente.

Pesquisa Real Time Big Data divulgada na semana passada mostra o ex-vereador sem uma vantagem clara para garantir sua eleição, aparecendo com 20% das intenções de voto, junto com o senador Espiridião Amin (PP), que também tem 20%, e atrás da correligionária Carol de Toni (PL), atual deputada que aparece com 24%. Considerando a margem de erro, os três estão empatados tecnicamente.

Em nenhum momento da disputa Carlos apareceu no topo de alguma pesquisa, apesar da popularidade do seu pai no estado, que conquistou 69,27% dos votos no segundo turno presidencial de 2022.

A porcentagem ainda contrasta com seu irmão, Flávio, que conta com 52% das intenções de voto para a Presidência entre eleitores catarinenses, segundo pesquisa Real Time.

Numa inversão da expectativa inicial, o clã Bolsonaro tem passado a cobrar e a depender do apoio de políticos de direita locais para tentar impulsionar a candidatura de Carlos, em vez de só tentar surfar no sobrenome. Visto como “forasteiro” e “oportunista” por críticos catarinenses, Carlos tem colecionado episódios de desgaste durante a campanha.

Primeiro, sua candidatura provocou um racha na direita catarinense e atrapalhou arranjos políticos locais. Carlos, que construiu toda sua carreira política na cidade do Rio de Janeiro, também passou a ser acusado até por membros do seu partido, o PL, de não ter laços com Santa Catarina.

Nas últimas semanas, o ex-vereador também tem sido criticado localmente por evitar sabatinas e debates com outros candidatos, além de cumprir poucos compromissos no estado.

“Assim tem sido a campanha do Carlos Bolsonaro: sem falar de Santa Catarina e sem falar por que quer ser senador pelo nosso estado”, disse no dia 11 de setembro um apresentador de uma afiliada local da rádio Jovem Pan, emissora normalmente alinhada com o bolsonarismo, após Carlos desmarcar uma entrevista em cima da hora, informou a Agência DW.

 

E você, o que acha dessa informação? Deixe sua opinião nos comentários abaixo.

Sair da versão mobile