A substituição de impostos atinge o segmento em um momento delicado de desaceleração das contratações formais no país.
Por Misto Brasil – DF
O setor de alimentação fora do lar acompanha com apreensão o avanço de duas reformas estruturais que devem impactar diretamente a gestão de custos e equipes nos próximos anos.
As possíveis repercussões da proposta que reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais (com o fim da escala 6×1) e a implementação da Reforma Tributária foram os temas centrais do Almoço de Líderes da Associação Nacional de Restaurantes (ANR).
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A substituição de impostos atinge o segmento em um momento delicado de desaceleração das contratações formais no país.
Em relação à mudança na jornada trabalhista, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 221/2019) foi aprovada na Câmara e cumpre etapas de análise no Senado.
A proposta fixa a jornada em cinco dias de trabalho para dois de descanso, sem corte nos salários de forma gradual.
Para um setor com operação intensiva aos fins de semana e noites, a adequação exigirá novas contratações ou rearranjos operacionais complexos, que tendem a pressionar as planilhas de custos das empresas.
Simultaneamente, a implantação do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) avança para a fase de testes e adequação tecnológica dos órgãos fiscais e empresas.
Embora a legislação garanta aos estabelecimentos uma alíquota reduzida em 40% para o fornecimento de refeições e regras próprias para gorjetas, o novo modelo impõe uma reestruturação profunda nos sistemas digitais, nos registros contábeis e no acompanhamento diário das vendas das empresas do setor.
A consolidação de dados e o planejamento prévio foram apontados por executivos durante o fórum como caminhos essenciais para que os gestores consigam absorver as novas exigências sem prejudicar a margem de lucro ou a qualidade do atendimento.
“Quanto mais estruturados estiverem os dados e os processos, mais condições o gestor tem de simular cenários e se adaptar sem transformar a mudança em uma reação de última hora”, avalia Eduardo Ferreira, da ACOM Sistemas.
