Os alvos da medida são da Bolívia, Colômbia, Equador e Peru. As restrições integram uma estratégia de combate à corrupção e tráfico.
Por Misto Brasil – DF
O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revogou os vistos de 27 autoridades, ex-autoridades e familiares de países da América Latina acusados de corrupção, narcotráfico e de atuar contra governos democraticamente eleitos, informou nesta segunda-feira (28) o Departamento de Estado.
Os alvos da medida são cidadãos da Bolívia, Colômbia, Equador e Peru. Segundo Washington, as restrições integram uma estratégia mais ampla de combate à corrupção, ao narcotráfico e ao crime organizado na região. Autoridades brasileiras não foram afetadas.
Em comunicado, o Departamento de Estado afirmou que as revogações buscam “cumprir os compromissos de defender a governança democrática em nosso hemisfério contra a corrupção e o narcotráfico”.
“Minar um governo democraticamente eleito representa uma ameaça à segurança e ao Estado de Direito nas Américas e não será tolerado”, acrescentou o órgão.
Bolívia tem maior número
A Bolívia concentra a maior parte dos nomes atingidos. Entre eles estão o procurador-geral Roger Mariaca, o ex-ministro da Justiça Iván Manolo Lima, o magistrado constitucional Israel Ramiro Campero e o empresário Marcelo Claure.
Também foram sancionados o promotor Martín Daniel Irusta, a juíza anticorrupção e de combate à violência contra a mulher Albania Chane Caballero, o promotor de Santa Cruz Alberto Zeballos e o coronel da polícia Frans William Cabrera.
A medida também atinge dois colombianos: o empresário Euclides Antonio Torres e a senadora Martha Isabel Peralta, presidente do Movimento Alternativo Indígena e Social (MAIS), partido integrante da coalizão Pacto Histórico, vinculada ao governo do ex-presidente de esquerda Gustavo Petro.
No Peru, a sanção foi aplicada ao juiz Juan Carlos Núñez. O Departamento de Estado também informou que dois cidadãos do Equador e seus familiares foram atingidos pelas restrições, mas não divulgou seus nomes.
O anúncio ocorre após visitas do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, à Colômbia, ao Equador e ao Peru neste mês. Durante a viagem, Rubio manifestou apoio às iniciativas desses governos para combater o narcotráfico, o tráfico de pessoas e outras atividades do crime organizado. (Texto da DW)
