A cobertura nacional para mulheres de 50 a 69 anos caiu para alarmantes 22,1%, impactando diretamente o diagnóstico precoce da doença.
Por Misto Brasil – DF
O Brasil enfrenta retrocessos preocupantes no combate ao câncer de mama no Sistema Único de Saúde (SUS). Dados do estudo Panorama da Atenção ao Câncer de Mama apontam queda consecutiva na realização de mamografias de rastreamento, com redução de -1,0% em 2025.
A cobertura nacional para mulheres de 50 a 69 anos caiu para alarmantes 22,1%, impactando diretamente o diagnóstico precoce da doença.
A publicação, realizada pelo Instituto Natura, Avon, Observatório da Oncologia e Instituto Protea, utilizou novos dados do Painel do INCA e revelou que 51% dos casos no país são diagnosticados em estágios avançados.
A lentidão da rede pública e as disparidades regionais agravam o cenário de mortalidade entre as brasileiras:
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Mortalidade recorde: Em 2025, o país atingiu o ápice da série histórica com 21.668 mortes pela doença, a que mais mata mulheres no Brasil;
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Jovens desprotegidas: Fora do rastreio ativo do SUS, 68,3% das pacientes de 20 a 29 anos e 61,9% de 30 a 39 anos descobrem o tumor já nos estágios 3 ou 4;
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Gargalo no tratamento: O SUS descumpre a Lei 12.732/2012. Em 2025, 67,4% das pacientes esperaram mais de 60 dias para iniciar a terapia, com média nacional de 86 dias de espera;
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Desigualdade regional: O Sul registrou a maior cobertura mamográfica (25,6%), enquanto a região Norte teve o pior índice do país, atingindo apenas 10,6%.
Especialistas alertam que a qualificação da linha de cuidado e o cumprimento dos prazos legais são urgentes para reverter o avanço de mortes evitáveis no país.
