O ombro é a região mais afetada devido à alta mobilidade e à sobrecarga em movimentos repetitivos sem estabilização.
Por Misto Brasília – DF
Um levantamento da Universidade de Brasília (UnB) com 730 praticantes de musculação no Distrito Federal revelou que 79,7% sofreram alguma lesão decorrente dos treinos nos últimos 12 meses, enquanto 42% relataram episódios de dor.
Os dados ganham relevância diante do alto engajamento no setor: o Brasil é o segundo país do mundo em número de academias (29.525 unidades) e em percentual de praticantes (21% da população), atrás apenas dos Estados Unidos e da Índia, respectivamente, segundo o Cupom Válido (com dados do IBGE, Numbeo e Statista).
Articulações mais atingidas e prevenção
Segundo o ortopedista Lúcio Gusmão, o excesso de carga e a execução incorreta dos exercícios explicam a alta taxa de ocorrências registradas no estudo brasiliense:
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Ombro (31,1% dos relatos): Região mais afetada devido à alta mobilidade e à sobrecarga em movimentos repetitivos sem estabilização.
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Coluna lombossacral (29,1%): Exigida em agachamentos e levantamento terra; problemas de coluna lideraram afastamentos do trabalho no país em 2025, com 237 mil concessões do INSS.
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Joelho (14,9%): Terceira articulação mais atingida por estresse articular em saltos e flexões intensas.
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Critério de dor: Dores musculares tardias são normais, mas episódios agudos durante o treino, inchaço e perda de força exigem interrupção da atividade e avaliação médica.
“A atividade física é fundamental, mas o exercício precisa respeitar os limites do corpo”.
“A dor persistente, principalmente quando aparece durante determinados movimentos ou continua depois do treino, pode indicar que existe uma sobrecarga ou alguma lesão que precisa ser investigada”.
