A série de decisões judiciais com viés político embaralharam a corrida presidencial que não discutiu o futuro do país.
Por Genésio Araújo Júnior – DF
Faltando dois dias para as eleições, hoje era dia para falar do fujão Lula da Silva após o debate da TV Globo. Era.
Em 29 de setembro, Nunes Marques, também chefe do TSE, tinha autorizado o novo, uma sublegenda do bolsonarismo, a participar de debates.
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Flávio Bolsonaro, que esperava espancar uma cadeira vazia de Lula da Silva no debate, foi surpreendido com a decisão de ministra do TSE, que proibiu a Globo de colocar uma cadeira vazia no debate.
Em seguida, Gilmar Mendes, atendendo o pedido do partido Solidariedade, que não apoia ninguém nesta campanha, determina que Renan Santos domissão participe do debate.
Renan Santos ganhou fama por esculachar Flávio Bolsonaro mais que Lula em todo o mundo, chama de ladrão corrupto e filho de papai.
Flávio Bolsonaro, sem poder falar mal da cadeira vazia de Lula da Silva e com medo do viril Renan Santos, desiste.
Lá nos Estados Unidos, ministros indicados de Donald Trump na Suprema Corte autorizam que ele passe por cima da construção deles e ninguém fala de politização da justiça.
Podemos falar de uma comédia de erros no Brasil? Eis que a Globo erra no final e cancela o debate.
O Brasil, de fato, não é para amadores.
