Mais de 7 mil atendimentos realizados; dores musculares, infecções respiratórias e doenças de pele lideram os casos.
Por Misto Brasil – DF
Cem dias após o duplo terremoto que atingiu a Venezuela, a crise humanitária na região de Caracas e La Guaira mudou de perfil, migrando dos traumas físicos imediatos para o agravamento de quadros de estresse pós-traumático e de saúde mental.
A organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) apontou que a incerteza contínua sobre moradia e a perda de meios de subsistência desencadearam manifestações físicas severas na população e entre os próprios socorristas.
Atendimentos médicos e suporte psicossocial
O balanço de cem dias de atuação multidisciplinar do grupo de apoio humanitário nas comunidades afetadas consolida os seguintes dados:
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Consultas médicas: Mais de 7 mil atendimentos realizados; dores musculares (21,7%), infecções respiratórias (21,4%) e doenças de pele (12,4%) lideram os casos, agravados por doenças crônicas como hipertensão e diabetes.
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Apoio psicológico: Suporte em saúde mental prestado a 8.147 pessoas, incluindo equipes da Defesa Civil atingidas por fadiga extrema e estresse secundário.
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Saneamento e água: Distribuição de 860 mil litros de água potável, instalação de 127 filtros e insumos para o tratamento de mais de 80 milhões de litros em abrigos temporários.
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Ações comunitárias: Atividades de promoção da saúde alcançaram mais de 16,7 mil pessoas por meio de seis clínicas móveis e quatro centros especializados.
