Ícone do site Misto Brasil

Apostas e projeções de resultados para bolsa, câmbio e juros

Bolsa de Valores Ibovespa mercado financeiro Misto Brasil

O comportamento do Ibovespa é um indicador também da macro economia/Arquivo/Divulgação

Compartilhe:

A corrida presidencial divide o mercado financeiro, com apostas dos investidores de Wall Street nos dois principais candidatos à Presidência.

Por Misto Brasil – DF

O primeiro turno deste domingo (04) leva Wall Street a trabalhar com previsões opostas para os mercados brasileiros, a depender do vencedor da eleição presidencial.

Segundo reportagem de Michelle Caruso-Cabrera, da CNBC, a corrida está lado a lado entre Lula da Silva (PT), 80 anos, que busca o quarto mandato, e Flávio Bolsonaro (PL), 45, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Se nenhum dos dois passar de 50% dos votos, o segundo turno será no dia 25 de outubro.

Para Fernando Marengo, economista-chefe da Black Toro Global Investments, a negociação com o Brasil se resume a uma pergunta. “A negociação com o Brasil é saber se Lula vence ou se Bolsonaro vence”, afirmou.

Na avaliação de Wall Street, uma vitória de Flávio deve provocar valorização dos títulos, da moeda e das ações do país.

Nos últimos meses, o candidato recuperou terreno nas pesquisas, e a bolsa subiu junto. Em relatório a clientes, o JPMorgan calculou que o índice MSCI Brazil avançou 0,25%, em média, a cada dia em que Flávio ganhou pontos nas sondagens.

No último pregão, na sexta-feira (2), o Ibovespa subiu 2,63% e chegou a 192.114,55 pontos.

Atualmente, o Kalshi, plataforma de mercado de previsões, atribui 60% de chance de vitória a Flávio e 39% a Lula. Esse tipo de aposta é proibido no Brasil, o que pode afastar os preços do sentimento local.

Richard Lapper, consultor sênior da Aurora Macro Strategies, afirmou em nota a clientes que o equilíbrio migrou para Flávio no último mês, mas bem menos do que os mercados de previsões precificam.

O mercado favorece Flávio porque ele promete mais disciplina fiscal, algo de que o país precisa com urgência, segundo muitos economistas. A relação entre dívida e PIB está em 81,9%, com alta de 10% desde que Lula assumiu, de acordo com a reportagem.

Leonardo Porto, economista-chefe para o Brasil do Citi, calcula o tamanho da tarefa. “Precisamos de um ajuste fiscal de 3% a 3,5% para estabilizar a dívida pública em relação ao PIB”, disse.

Sair da versão mobile