A bolsa brasileira terminou as negociações com alta de 7,70%, aos 206.911,89 pontos, no maior nível desde 14 de abril e na maior alta diária desde março de 2020.
Por Misto Brasil – DF
O Ibovespa encerrou o pregão em forte alta após o primeiro turno das eleições presidenciais, com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) encerrando com 2 pontos porcentuais de vantagem em relação ao atual presidente, Lula da Silva (PT).
O efeito foi de euforia no mercado doméstico, com entrada do investidor estrangeiro e retorno do apetite a risco.
O principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com alta de 7,70%, aos 206.911,89 pontos, no maior nível desde 14 de abril e na maior alta diária desde março de 2020. Na máxima, o IBOV disparou 9,10%, aos 209.605,70 pontos.
O dólar à vista encerrou as negociações a R$ 5,0018, em queda de 4,12%.
Os contratos futuros de petróleo encerraram a segunda-feira (5), em baixa, em meio a novas movimentações diplomáticas no Oriente Médio e à expectativa de liberação de estoques emergenciais pelos países do G7. A medida é vista como capaz de aliviar os preços dos combustíveis no curto prazo.
O Brent para dezembro, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), recuou 1,89%, ou US$ 1,93, para US$ 100,32 por barril. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o WTI para novembro caiu 1,84%, ou US$ 1,68, e encerrou a US$ 89,43 por barril.
O ouro fechou a sessão em baixa moderada na Comex, enquanto a prata avançou. O contrato de ouro para dezembro recuou 0,14%, para US$ 4.156,80 por onça-troy. Já a prata com vencimento no mesmo mês subiu 1,41%, para US$ 61,30 por onça-troy.
O comportamento dos metais ocorreu em um ambiente de atenção às recentes pressões inflacionárias nos Estados Unidos e às possíveis repercussões sobre a atuação do Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano.
Ao mesmo tempo, o mercado acompanhou a pressão sobre o euro, que atingiu nesta segunda-feira o menor nível em 16 meses ante o dólar. Entre os pontos de cautela estão a situação fiscal dos países da Zona do Euro e as incertezas políticas relacionadas a eleições próximas.
