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O lugar do Brasil no Mundo

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Palácio do Itamaraty, sede do Ministério de Relações Exteriores/Arquivo/Divulgação

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O Brasil atual não tem peso algum. Nos guia a ideologia de um partido político que sequestrou o Ministério das Relações Exteriores.

Por Marcelo Rech – DF

No dia 25 de outubro, os brasileiros retornam às urnas para, finalmente, eleger o novo presidente do país. O segundo turno reunirá duas visões de mundo completamente antagônicas e o vencedor terá a oportunidade de implementar uma Política Externa capaz de definir o lugar do Brasil no Mundo.

Enquanto o atual presidente isola o país das grandes questões globais, seu oponente sinaliza com a reconstrução do Itamaraty e da Diplomacia de Estado. Caso o eleitor decida virar o jogo e manter o governo que está, seguiremos na periferia levantando bandeiras desgastadas como a defesa do multilateralismo.

Por outro lado, se a onda de direita se mantiver, seu oponente terá a oportunidade de implementar uma Política Externa alicerçada nos princípios e valores que deram origem ao Estado Nacional.

A esquerda, por óbvio, carregará nas tintas a suposta submissão do Brasil aos EUA, com as nada originais palavras de ordem cunhadas durante a Guerra Fria e levantará as bandeiras de Cuba e da Palestina. Não se espera qualquer reflexão acerca da pequenez a que fomos reduzidos.

O Brasil atual não tem peso algum, inclusive em nosso entorno imediato e estratégico. Nos guia a ideologia de um partido político que sequestrou o Ministério das Relações Exteriores, premiando militantes.

Não estamos à frente de nenhuma grande iniciativa seja de paz ou de comércio, por exemplo. Bradamos Soberania, mas estamos de joelho para a China.

Caso a oposição confirme o favoritismo de hoje, terá pela frente, uma tarefa hercúlea de reconstruir a diplomacia baseada no mérito e na definição de prioridades objetivas que nos recoloquem no tabuleiro internacional. É preciso modernizar a Casa de Rio Branco e os processos, pois a Ordem Mundial é outra.

Não podemos ignorar 17 mil quilômetros de fronteiras com 10 países onde o crime organizado transnacional impera. A cooperação não pode ser definida por simpatias e antipatias, mas orientada pelo interesse nacional.

Não podemos ignorar parceiros tradicionais como Argentina e Paraguai só porque o presidente não vai com a cara deste ou daquele. O Mercosul precisa se repensado. Já se passaram mais de 30 anos desde que nasceu com a ilusão de nos proporcionar desenvolvimento econômico e social.

As relações com os EUA não podem ser relegadas, pelo contrário, devem ser recolocadas nos trilhos e fortalecidas e Washington deve aceitar que o Brasil não é uma republiqueta de bananas.

Da mesma forma, a China não pode, a pretexto de ser um grande importador do agro, impor suas regras. As relações devem ser maduras o suficiente para que cada um, internamente, conduza o seu país da melhor maneira possível.

O lugar do Brasil no Mundo será definido por quem vencer no 2º turno e será um bom lugar sempre que as bravatas derem lugar à seriedade e ao profissionalismo. Sempre que o presidente eleito priorizar os anseios de sua gente que quer trabalhar e prosperar.

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