Vladimir Putin concordou em fornecer mais de 300 mil toneladas de diesel, e outras 500 mil em novembro e 1 milhão de toneladas logo depois.
Por Misto Brasil – DF
O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, criticou duramente o acordo entre Washington e Moscou anunciado nesta sexta-feira (09/10) sobre o fornecimento de diesel russo para os mercados dos EUA e globais a fim de ajudar a reduzir os preços dos combustíveis.
Ao anunciar o pacto, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump – cujo Partido Republicano enfrenta a insatisfação dos eleitores com os preços dos combustíveis antes das eleições de meio de mandato no próximo mês – disse que o líder russo, Vladimir Putin, concordou em fornecer “imediatamente” mais de 300 mil toneladas de diesel, seguidas de outras 500 mil em novembro e 1 milhão de toneladas logo depois.
Outras 3 milhões de toneladas poderiam ser entregues em um curto período, dependendo da capacidade operacional das refinarias russas. O Kremlin confirmou o acordo, afirmando que a Rússia estava preparada para fornecer petróleo e derivados a qualquer mercado.
Após o anúncio, Zelenski alertou que qualquer flexibilização das restrições às exportações de energia russas ajudaria Moscou a financiar sua guerra contra a Ucrânia.
“Permitir que a Rússia venda derivados de petróleo é um investimento na guerra, que deve ser encerrada, e não prolongada”, escreveu Zelenski no Telegram na noite desta sexta-feira, advertindo que o Kremlin responderia com mais “terror e atos vis” contra seu país.
Zelenski intensificou suas críticas em entrevista ao portal de notícias americano Axios, classificando o acordo como “injusto e desonesto”.
Ele ficou particularmente irritado pelo fato de os enviados de Trump, Steve Witkoff e Jared Kushner, estarem negociando com autoridades ucranianas em Miami sobre um possível fim da guerra ao mesmo tempo em que o acordo com Putin estava sendo articulado.
O ucraniano afirmou que o acordo sobre o diesel não teria sido mencionado durante essas conversas.
Questionado sobre as críticas de Zelenski, Trump se limitou a defender o acordo. “Precisamos de petróleo para o mundo, e isto é diesel – que é do que precisamos –, então estamos muito satisfeitos em obtê-lo”, disse o americano. (Texto da Agência DW)
