Problemas como a ineficiência do transporte público e a escassez de creches, continuam comprometendo o tempo de descanso.
Por Misto Brasil
A regulamentação das atividades essenciais e o planejamento urbano ganharam centralidade nos debates sobre o fim da escala de trabalho 6×1.
O Instituto das Cidades (IDC) aponta que a mudança na jornada exige medidas complementares para evitar gargalos na economia local e na prestação de serviços básicos no país.
Leia – Acolumbre diz que impactos de PECs “são incalculáveis”
Leia – Comércio orienta empresas a revisar escalas após fim da 6X1
A diretora-executiva da entidade, Beatriz Nóbrega, destaca que o impacto do novo modelo vai além do ambiente corporativo.
Setores de funcionamento contínuo — como saúde, segurança pública, transporte e limpeza urbana — necessitam de regramento específico para manter o atendimento à população sem sobrecarregar orçamentos municipais.
Embora o aumento do tempo livre favoreça o convívio familiar, a cultura e o comércio de bairro, o instituto alerta para desafios estruturais. Problemas recorrentes, como a ineficiência do transporte público e a escassez de creches, continuam comprometendo o tempo de descanso do trabalhador nas grandes cidades.
O IDC defende a atuação conjunta de frentes parlamentares e gestores públicos para disciplinar as particularidades de cada setor. Sem uma transição planejada, há risco de elevação de custos operacionais, alta no repasse de preços ao consumidor e avanço do trabalho informal.
O Congresso Nacional deve analisar propostas complementares para definir as regras de regimes diferenciados. A meta é assegurar o ganho em qualidade de vida sem comprometer a sustentabilidade financeira dos municípios e a eficiência dos serviços essenciais.
