Especialistas estimam aumento de até 20% nas despesas de pessoal para manter horários de funcionamento.
Por Misto Brasil
A aprovação do fim da escala 6×1 pelo Senado vai impactar a rotina de 26,8 milhões de trabalhadores e exigir adaptações operacionais, sobretudo no setor de bares e restaurantes.
A mudança reduz a jornada para 40 horas semanais e garante dois dias de descanso remunerado sem corte de salário.
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Principais pontos de transição e impactos no setor:
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Prazos de implementação: Transição gradual em 14 meses, iniciando 60 dias após a promulgação com jornada de 42 horas.
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Impacto em custos: Especialistas estimam aumento de até 20% nas despesas de pessoal para manter horários de funcionamento.
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Reorganização de escalas: Estabelecimentos precisarão contratar novos funcionários para cobrir as jornadas reduzidas.
A proposta aguarda promulgação pelo Congresso Nacional para entrar em vigor.
“Se você precisa de doze funcionários trabalhando seis dias por semana, você tem setenta e duas jornadas disponíveis. Com a escala cinco por dois, essa mesma equipe entrega apenas sessenta jornadas”, explica o fundador e CEO da Donos de Restaurantes, Marcelo Marani. Ele também apontou as seis sugestões.
Medidas práticas para a nova realidade
- Revisar as escalas de trabalho: O primeiro passo é levantar quantos funcionários atuam em cada turno e quais dias concentram maior movimento. Com essas informações, o empresário deve montar uma simulação da escala 5×2, considerando inicialmente 42 horas semanais e, na etapa seguinte, 40 horas. O objetivo é identificar horários descobertos e possíveis necessidades de contratação.
- Calcular quanto a mudança vai custar: É necessário projetar o impacto na folha de pagamento, incluindo salários, encargos, benefícios e possíveis contratações. O empresário também deve verificar quanto essas despesas representam do faturamento e se a margem atual comporta o aumento. A conta precisa ser feita antes de assumir novos compromissos financeiros.
- Avaliar os horários de funcionamento: Nem todos os períodos de atendimento apresentam o mesmo resultado. Analisar vendas, custos e movimento por faixa de horário ajuda a identificar momentos em que manter a operação aberta pode não compensar financeiramente. Ajustes na abertura, no fechamento ou na distribuição dos funcionários devem considerar a demanda e a rentabilidade.
- Melhorar a produtividade da equipe: Padronizar o preparo dos pratos, organizar as atividades da cozinha e capacitar profissionais para diferentes funções, respeitando as atribuições de cada cargo, permite reduzir retrabalho e melhorar a eficiência. O planejamento deve preservar os intervalos, as folgas e a qualidade do atendimento.
- Revisar o cardápio e controlar desperdícios: O aumento das despesas com pessoal exige atenção aos demais custos. Rever fichas técnicas, negociar com fornecedores, acompanhar o custo de mercadoria vendida (CMV) e identificar pratos com baixa margem de contribuição são medidas que ajudam a proteger o resultado financeiro sem depender apenas de reajustes nos preços.
- Criar um cronograma de adaptação: O restaurante deve estabelecer prazos para testar as novas escalas, avaliar contratações e preparar as equipes. Também é importante consultar a convenção coletiva da categoria e acompanhar a promulgação da proposta, que determinará a data exata de vigência. Dessa forma, a reorganização poderá ocorrer antes de as novas regras se tornarem obrigatórias.
