Quando os investidores passam a exigir menos retorno extra para ficar expostos ao Brasil, os preços dos ativos sobem de forma generalizada.
Por Misto Brasil
O dólar comercial engata a segunda alta seguida diante do real. O movimento vai na direção contrária da moeda norte-americana ante outras divisas de países desenvolvidos, com o DXY, o índice dólar, com menos 0,15%, aos 101,63 pontos.
- Venda: R$ 5,038
- Compra: R$ 5,038
- Mínima: R$ 5,022
- Máxima: R$ 5,056
O Ibovespa encerrou a quinta-feira (22) em queda de 0,92%, aos 128.450 pontos, pressionado pela aversão ao risco no exterior e pelo avanço das taxas dos juros futuros. O movimento acompanhou a alta do dólar, que fechou cotado a R$ 5,04, impulsionado pelo salto nos preços internacionais do petróleo.
A festa da bolsa brasileira ainda não acabou — pelo menos para o Morgan Stanley. Em relatório divulgado na quarta-feira (21), os estrategistas Nikolaj Lippmann, Julia Leao Nogueira e Marcos Rios afirmam que o Brasil lidera os retornos das ações na América Latina e que ainda existe espaço para ganhos.
O potencial de cerca de 50% só vale no cenário otimista do banco, que depende de reformas fiscais e de juros mais baixos.
O desempenho vem da compressão do prêmio de risco, que acaba elevando todos os barcos, segundo o Morgan Stanley.
Quando os investidores passam a exigir menos retorno extra para ficar expostos ao Brasil, os preços dos ativos sobem de forma generalizada.
A Elos Ayta, consultoria especializada em inteligência e análise de dados do mercado financeiro, apontou que a Petrobras é a líder de valorização no mês de outubro entre as 19 maiores petrolíferas do mundo. As ações da estatal acumulam uma alta de 22,4% em dólares, valor superior ao da Marathon Petroleum (20 1%) e da ConocoPhillips (16,6%).
A Petrobras foi a empresa não americana com melhor desempenho no ano entre as companhias analisadas. No acumulado de 2026, a petroleira apresentou uma valorização de 120,4% em dólares, ocupando a quarta posição do ranking. À frente da estatal estão a Marathon Petroleum (195,5%), a Valero Energy (170,2%) e a Phillips 66 (130,2%).
Investidores em Wall Street se retiraram das posições diante da preocupação em torno das ações de tecnologia em Inteligência Artificial, pressionados pelas quedas de gigantes como Meta e Tesla. Ao mesmo tempo, os preços do petróleo disparam, com o aumento das tensões geopolíticas.
Operadores do JPMorgan observam que o tom otimista da véspera se reverteu durante a noite, devido ao aumento das discussões sobre o renovado risco cinético do Irã após as eleições de meio de mandato nos EUA.
Além disso, “os movimentos subjacentes dos preços e o feedback de nossa mesa de operações também sugeriram a narrativa ainda frágil em torno das preocupações com o financiamento de IA e a falta de convicção/recuperação após a recente reversão do setor de tecnologia”, afirmaram em nota reproduzida pela CNBC. (Com o Times Brasil, MoneyTimes e InfoMoney)
