A análise do tecido retirado na operação confirmou o diagnóstico inicial de adenocarcinoma conforme os médicos.
Por Misto Brasil
O Papa Leão XIV não vai precisar de tratamento adicional contra o câncer de pulmão. O Vaticano divulgou a informação nesta quarta-feira (21), depois que os exames finais confirmaram que a doença estava localizada e não tinha se espalhado.
O comunicado é assinado pelo médico pessoal do Papa, Luigi Carbone, e pelo cirurgião Stefano Margaritora, chefe de cirurgia torácica do Hospital Gemelli, em Roma. Segundo os dois, a análise do tecido retirado na operação confirmou o diagnóstico inicial de adenocarcinoma.
“Uma avaliação oncológica posterior confirmou que nenhum tratamento adicional é necessário”, disseram os médicos, de acordo com a agência Associated Press.
O adenocarcinoma é o tipo mais comum de câncer de pulmão e responde por cerca de 40% dos casos. Quando o tumor é descoberto cedo, a cirurgia costuma bastar.
Terapias complementares, como a quimioterapia, só são indicadas quando os exames mostram que a doença chegou aos linfonodos ou tem sinais de ser mais agressiva.
No caso do Papa, o nódulo foi encontrado por acaso. Margaritora contou ao Vatican News que a alteração apareceu em exames abdominais de rotina.
Leão XIV não tinha sintomas. Ao jornal The New York Times, o oncologista Stephen Liu, do Centro de Câncer Lombardi, da Universidade Georgetown, disse que os dados divulgados apontam para um câncer em estágio inicial, situação em que a cirurgia tende a levar à cura.
