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Baixa procura dos eleitores na prorrogação da votação

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Nunes Marques entre assessores no Tribunal Superior Eleitoral/Lula Marques/Agência Brasil

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Quase uma hora depois da determinação de prorrogar o horário de votação, veio a orientação do TSE daa decisão de prorrogação até as 19h.

Por Mariana Tokarni e Rafael Cardoso

Após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) pela prorrogação das votações até as 19h, quem não tinha conseguido votar, viu na medida a possibilidade de garantir o voto. Mas, muitos acabaram dando de cara com portões fechados. Para os eleitores isso causou confusão e frustração. 

Houve mesários que só ficaram sabendo da medida após o fechamento das seções e quando já não era mais possível reabrir a votação.

Quase uma hora depois da determinação de prorrogar o horário de votação, veio a orientação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) da que a decisão de prorrogação até as 19h, no horário de Brasília, serviria apenas para as seções que ainda não tinham encerrado a votação.

No Rio de Janeiro,  em uma das maiores zonas eleitorais da zona sul da cidade, o Colégio Pensi, no Flamengo, pelo menos sete pessoas chegaram após às 17h, quando a escola fechou os portões.

Essas pessoas receberam uma Declaração de Comparecimento sem Voto. A declaração, assinada pelo presidente da seção eleitoral, afirma que os eleitores foram até a seção e não conseguiram votar.

Uma dessas pessoas foi a contadora Manuela Tunas, que viajou do Uruguai para o Rio de Janeiro para votar, mas um atraso no voo fez com que pousasse apenas às 17h.

“Eu consegui chegar até aqui a tempo para tentar votar, já que eles prorrogaram. Mas, eu não consegui”, diz.

Segundo Manuela, o fato de algumas seções permancerem abertas e outras não, gera assimetria. “Um absurdo! Porque algumas pessoas podem votar e outras não, é injusto”, diz.

A estudante Gabriele Eduarda de Azevedo também estava em viagem. Ela não esperava votar, mas quando soube da prorrogação pensou que daria tempo.

“É frustrante. É complicado porque eu já tinha aceitado que eu não ia votar, então pra mim não era um problema. A partir do momento que solta essa nota de que pode ir até às sete horas, eu espero que isso seja respeitado e que eu tenha até as sete horas pra votar”, diz.

A aposentada Gina Cláudia Nunes, deu de cara com as portas da escola onde vota fechadas. Ela chegou a ser orientada por pessoas que estavam no local a ir a outra escola para tentar votar ali.

“Me orientaram para vir para o Pensi, que ainda tava aberto. Só que chegando no Pensi, eles falaram que não tinha como exercer o direito de voto porque as urnas já estavam fechadas e a minha zona não era essa”, conta.

“Frustração total. Já tenho 70 anos, votei no primeiro turno e gostaria de realizar o voto no segundo turno também”, lamenta.

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