Além de reunir os mesmos sobrenomes da eleição passada, o segundo turno marca mais uma vez um confronto decisivo entre dois projetos.
Por Jean-Philip Struck
O Brasil volta às urnas neste domingo (25) para decidir quem comandará o país pelos próximos quatro anos: o longevo presidente Lula da Silva (PT), de esquerda e em busca de um quarto mandato, ou o senador Flávio Bolsonaro (PL).
O primogênito do ex-presidente Jair Bolsonaro que busca uma revanche e levar sua dinastia de extrema direita de volta ao poder após a derrota de 2022.
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Além de reunir os mesmos sobrenomes da eleição passada, o segundo turno marca mais uma vez um confronto decisivo entre dois projetos que não poderiam ser mais antagônicos.
De um lado, Lula apostou mais uma vez na nostalgia de medidas de proteção social criadas nos seus governos anteriores, com a adição de apelos à defesa da soberania.
Flávio, repetindo a estratégia usada por seu pai, apostou na rejeição ao PT em parte da sociedade brasileira e numa agenda de confronto com instituições como o Supremo Tribunal Federal (STF), explorando ainda temas como aumento do custo de vida.
Após liderar o primeiro turno e ser embalado pela onda de direita que varreu o Congresso e governos estaduais, Flávio Bolsonaro optou, num primeiro momento, por uma estratégia reativa, evitando exposição e em boa parte terceirizando a mobilização para aliados do PL que foram eleitos ou reeleitos no primeiro turno.
A campanha de Lula da Silva, após a decepção com o resultado da primeira rodada, passou as últimas três semanas mobilizando sua base e ampliando sua presença digital para tentar reverter a desvantagem, uma missão árdua, dado o histórico das eleições presidenciais brasileiras desde a redemocratização, que nunca registraram uma virada na segunda rodada.
(Jean-Philip Struck trabalha na Agência DW)
