Aliados e integrantes do governo Lula apontam Fonteles como o principal cotado, e parte do mercado financeiro o vê como um petista moderado.
Por Misto Brasil
O governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) são os nomes mais fortes para o Ministério da Fazenda no quarto mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Cada um acalmaria o mercado por um caminho diferente.
Aliados e integrantes do governo Lula apontam Fonteles como o principal cotado, e parte do mercado financeiro o vê como um petista moderado. Alckmin é lembrado para mandar um recado direto à Faria Lima: o compromisso do governo com o equilíbrio das contas a partir de 2027.
A escolha virou o sinal mais esperado pelos investidores nesta segunda-feira (26), no primeiro pregão depois do segundo turno, um dia de forte queda na bolsa.
Às 10h03, a B3 interrompeu as negociações no mercado à vista por 30 minutos. O Ibovespa tinha caído 10% em relação ao fechamento anterior. Esse limite aciona o circuit breaker, uma trava automática da bolsa que suspende os negócios para conter quedas bruscas. Era a primeira vez que o mecanismo disparava desde a pandemia de Covid-19, em 2020.
Na volta dos negócios, o Ibovespa caía 16,88%, aos 170.461 pontos. O dólar comercial chegou a subir 12,25%, a R$ 5,605.
O nome de Fonteles ganhou força entre dirigentes do PT. O governador construiu relação com setores do mercado financeiro quando comandava as contas do Piauí e durante o segundo turno das eleições.
A indicação também faz parte de um plano do partido para dar projeção nacional a ele antes da sucessão presidencial de 2030. Pelo mesmo plano, o senador Camilo Santana (PT-CE) iria para a Casa Civil.
Já a aposta em Alckmin teria como objetivo reconquistar a Faria Lima, que se engajou na campanha de Flávio Bolsonaro. Entre o primeiro e o segundo turno, a campanha chegou a avaliar anunciar Alckmin como ministro da Fazenda, mas Lula ainda não estava convencido, segundo interlocutores do Palácio do Planalto. (Texto do Times Brasil)
