A ferramenta permite que cientistas comparem previsões com dados e avaliem se os atuais modelos cosmológicos continuam válidos.
Por Misto Brasil
O Telescópio Espacial James Webb (JWST, na sigla em inglês) e o futuro telescópio Nancy Roman estão ampliando o conhecimento sobre os primórdios do Universo.
Para ajudar a interpretar essas observações, pesquisadores do Centro de Astrofísica Harvard & Smithsonian desenvolveram o Lumina, uma das simulações mais detalhadas já produzidas sobre os primeiros bilhões de anos da história cósmica.
O modelo publicado em uma renomada revista científica reproduz a interação entre matéria comum, matéria escura e radiação nos dois bilhões de anos após o Big Bang.
A ferramenta permite que cientistas comparem previsões teóricas com dados observacionais e avaliem se os atuais modelos cosmológicos continuam válidos.
O projeto dá continuidade a séculos de esforços para compreender a formação de estrelas, galáxias e outras estruturas do cosmos. Hoje, supercomputadores transformam teorias em previsões precisas, permitindo que discrepâncias entre simulações e observações revelem possíveis lacunas no conhecimento científico.
Segundo o pesquisador Oliver Zier, principal autor do estudo, o Universo primordial tornou-se uma nova fronteira da astrofísica graças ao JWST. Ele afirma que o Lumina traduz teorias complexas em previsões detalhadas, facilitando a interpretação das descobertas feitas pelo telescópio.
Considerada a maior simulação cosmológica de hidrodinâmica com radiação já realizada, o Lumina acompanha o surgimento das primeiras galáxias e as transformações do gás espalhado pelo cosmos.
O modelo rastreia como luz, matéria escura e gás interagiram para moldar as estruturas observadas atualmente.
