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Lula da Silva sobre Flávio: “Quem não deve, não teme”

Flávio Bolsonaro Lula da Silva debate Band Misto Brasil

Flávio e Lula fazem gestos iguais no debate da TV Bandeirantes/BBC

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O presidente criticou nesta terça-feira (27) a saída do seu adversario do Brasil rumo aos Estados Unidos após a derrota eleitoral.

Por Misto Brasil

Presidente questionou saída do senador do Brasil, relembrou derrotas eleitorais e rebateu críticas à democracia brasileira durante celebração de seu aniversário de 81 anos.

O presidente Lula da Silva (PT) criticou nesta terça-feira (27) a saída do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do Brasil rumo aos Estados Unidos após a derrota nas eleições presidenciais.

Durante uma celebração de seu aniversário de 81 anos, no Palácio da Alvorada, Lula questionou a decisão do parlamentar e afirmou lamentar a falta de respeito dele com os eleitores e a democracia.

“Fico imaginando o que tem na consciência um cidadão que acabou de perder as eleições e foge do seu país. […] Quem não deve, não teme. O cidadão que sai escondido deste país deve alguma coisa. E não vá dizer que não há democracia”, declarou o presidente.

Lula da Silva comparou a situação à sua própria trajetória eleitoral e afirmou que permaneceu no Brasil após ser derrotado por Fernando Collor, em 1989, e por Fernando Henrique Cardoso, em 1994 e 1998.

O petista também disse que, durante as investigações da Operação Lava Jato, recebeu convites para deixar o país, mas decidiu ficar para “provar a inocência”.

“Quando pediram meu passaporte, eu entreguei. E ele deveria ter entregado. Mas infelizmente a família Bolsonaro é isso. O Brasil é a segunda pátria deles, a primeira é a devoção aos Estados Unidos”, afirmou Lula, em referência à ordem judicial para que Flávio entregasse seus passaportes.

Durante a celebração, o presidente também acusou plataformas digitais, incluindo a Meta, o mercado financeiro e o governo dos Estados Unidos de terem atuado contra a sua reeleição. Lula voltou a defender a soberania nacional e declarou que “o Brasil não é quintal de ninguém”.

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